Duas pessoas morreram e outras seis foram baleadas após um ataque a tiros no assentamento Olga Benário, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Tremembé, na noite desta sexta-feira (10). Há crianças e idosos entre os feridos.
A polícia suspeita que o crime esteja ligado a disputa por terras.
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De acordo com o relato dos sobreviventes, cerca de 10 homens invadiram a propriedade, na estrada do Kanegae, por volta das 23h25, em cinco carros e três motos e caminhonete, com armas de fogo (calibre 12 e 9 mm) e armas brancas.
Morreram Valdir do Nascimento, de 54 anos, o Valdirzão, considerado uma das principais lideranças do MST na RMVale, e Gleison Barbosa de Carvalho, o Guegue, que era assentado. Denis Carvalho, de 29 anos, irmão de Gleison, levou dois tiros na cabeça e está em estado grave. No sábado, o movimento chegou a confirmar a morte do jovem, mas a informação foi posteriormente corrigida.
Em nota, o MST lamentou o crime: "Na noite dessa sexta feira, 10, famílias de agricultores do Assentamento Olga Benario, em Tremembé sofreram violento atentado, deixando dois mortos e seis feridos.
Bandidos armados invadiram o Assentamento por volta das 23 horas, em vários carros e motos, atirando contra as pessoas, haviam crianças e pessoas idosas entre os alvejados.
Oito pessoas foram atingidas pelos tiros, entre elas o companheiro Valdir do Nascimento (Valdirzão) e jovem Gleison Barbosa de Carvalho, assentado e neto do Carlão, que infelizmente não resistiram aos ferimentos e faleceram.
Outros companheiros continuam em atendimento hospitalizados, onde serão submetidos a cirurgia em estado de saúde grave.
Neste momento de profunda dor, o movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, se indigna perante a violência e a falta de políticas públicas de segurança nos territórios, que põem a vida de tantos em constante risco.
Aos nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas uma vida inteira de luta!".
O assentamento Olga Benário do MST em Tremembé, que abriga cerca de 45 famílias, é regularizado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) há cerca de 20 anos.
O crime.
De acordo com as vítimas, os criminosos invadiram o assentamento e abriram fogo contra membros da comunidade. Segundo testemunhas, eles estavam em cinco carros e três motos.
"As vítimas, em sua totalidade (...) narraram a dinâmica dos fatos de modo próximo, com pessoas adentrando ao local do assentamento, onde vivem há anos, discutindo e iniciando os disparos. Segundo as vítimas, diversos veículos automotores, entre carros e motos, levaram os agressores até o local, sem que se tenha, neste primeiro momento, informações concretas sobre as marcas e modelos dos veículos, porém, foi mencionado que teria uma caminhonete envolvida. Ainda, algumas vítimas relatam que viram diversas armas, entre longas e curtas, porém, não conseguiam fornecer maiores informações quanto às características", diz trecho do boletim de ocorrência.
As vítimas foram socorridas para o Pronto Socorro de Tremembé e Hospital Regional de Taubaté.
*Matéria atualizada às 14h02
Comentários
3 Comentários
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Jair Alberto de Araújo 11/01/2025O que se pode esperar desses covardes, assassinos, que se mascaram para esconder o rosto, durante à noite, com toda certeza são goleiros fazendeiros da região covardes, que contratam esses jagunços assassinos para fazerem o que fizeram. Espero que a Polícia Federal e a Polícia Civil da região descubram os autores e os jagunços que praticaram esse ato covarde que é digno de pessoas da mais baixa estirpe e os coloquem na cadeia, vagabundos, escrotos e canálhas, frutos desse país miserável e reacionário que se alimentam na desgraça de seu povo, até quando vamos sustentar essa raça de chupim que é o agronegócio e a pecuária exploradores da miséria e da fome da nação, assassinos! -
Fernando 11/01/2025Do jeito q está o Brasil, o silêncio é a melhor resposta. -
Laurence Benatti 11/01/2025Estão se acabando entre eles! Trabalhar, ganhar seu dinheirinho e COMPRAR a terra não querem. Querem mamata e desordem. Daqui para frente, infelizmente, neste Brasil sem lei, é o aue vai acontecer. Demorou.