JUSTIÇA

PMs envolvidos em morte de suspeito rendido vão a júri em S. José

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Corregedoria da Polícia Militar
Imagem de câmera flagrou morte de homem rendido
Imagem de câmera flagrou morte de homem rendido

Os policiais militares acusados de matar um suspeito rendido durante uma abordagem em São José dos Campos, em 2021, foram a júri popular nesta terça-feira (29).

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O júri começou às 9h, no Fórum de São José dos Campos, e pode se estender até quarta-feira (30), devido à complexidade do caso.

O julgamento estava previsto para acontecer no dia 24 de setembro, mas foi adiado para por causa de um atestado médico apresentado pelo advogado de defesa.

O policial Frederico Manoel Inácio de Souza responde por homicídio, com a qualificadora de impossibilitar a defesa da vítima.

Já Diego Fernandes Imediato da Silva responde por tentativa de homicídio, com a qualificadora de impossibilitar a defesa da vítima e de que a execução não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente. Ele também responde por porte ilegal de arma.

Entenda.

O caso é de setembro de 2021, quando cinco jovens assaltaram um mercadinho no bairro São Judas. Eles foram flagrados e perseguidos por uma viatura do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), até que o motorista perdeu o controle e bateu em um poste. Três dos jovens se renderam, enquanto um fugiu a pé, mas foi alcançado e preso.

Após o acidente na fuga, uma câmera que fica no peito dos policiais mostra que o carona, Vinicius David de Souza Castro Gomes, de 20 anos, conhecido como “Tubarão”, coloca as duas mãos para fora da janela, sinalizando que não está armado. O policial pede que ele abra a porta e ele se rende, com as duas mãos na cabeça.

Na sequência, três disparos são feitos com um fuzil em uma curta distância. Os tiros atingem o rosto, abdômen e perna da vítima, que morre na hora.

Outro jovem também foi baleado, mas usava um colete e sobreviveu. Ele era o único armado do grupo, mas dispensou a arma com a ordem dos policiais e não fez disparos.

Mesmo sendo filmado, o policial Diego pega a arma e altera a cena do crime. Ele joga o revólver sobre o corpo da vítima morta para forjar uma versão de resistência.

A versão falsa é contada aos oficiais e aos demais policiais que chegam à cena do crime depois dos acontecimentos. Os diálogos foram capturados pelas câmeras. Durante a gravação, é possível ver que eles tampam a lente para que o equipamento não flagre algumas cenas.

Outros usam a arma para obstruir a imagem e depois tentam acessar o vídeo pelo aplicativo no celular para checar se os crimes cometidos foram flagrados.

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