Encontrado morto entre São José dos Campos e Caçapava, após quase cinco meses desaparecido, o aposentado José Orlando de Toledo, 77 anos, era portador de Alzheimer e falava e procurava por memórias da infância.
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Segundo conhecidos, ele dizia que queria encontrar a casa da infância. Os familiares tinham o cuidado de não deixá-lo sair sozinho, em razão da confusão mental que a doença provocava.
No boletim de ocorrência do desaparecimento, que aconteceu em 24 de junho, a família informou que ele sumiu de casa quando a esposa dele foi colocar o lixo na rua e, após um descuido, ele saiu. Segundo a família, Orlando não tinha o hábito de sair desacompanhado.
Orlando era casado, pai de duas filhas e avô de dois netos. Durante o desaparecimento, a família recebeu informações de que ele poderia estar Galo Branco e também na Rodoviária Nova, em São José. De acordo com a família, ele estava confuso, falando sobre as experiências da juventude.
"Saiu no dia 24 pela manhã, foi visto pela última vez próximo à entrada no km 133 [da Via Dutra], por volta das 17h. Estava de blusa vermelha, calça jeans e tênis verde", informou postagem compartilhada pela família nas redes sociais.
Corpo.
O corpo do aposentado foi encontrado por policiais em avançado estado de decomposição, já esquelético. Os documentos de Orlando estavam junto ao corpo, que foi avistado por uma mulher, que pescava na região e avisou um policial.
Ele estava numa área de mata do Jardim Coqueiro, em São José, atrás dos Galpões, onde fica o Mercado Livre, próximo à Via Dutra. O encontro aconteceu na manhã desta quarta-feira (16).
Segundo a Polícia Civil, a família reconheceu o idoso por meio das roupas e de características dele. Ele morava em Caçapava e parentes acreditavam que estava perdido em São José, sem conseguir voltar para casa.
O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) e a filha de Orlando deve ir ao local na tarde desta quarta-feira (16). Mesmo com documentos junto ao corpo, será feito exame de DNA para a confirmação de que se trata de Orlando.