QUEIMADAS

VÍDEO: Helicópteros são usados para combater queimadas no Vale

Por Adele Olivier | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 2 min
Defesa Civil
Corpo de Bombeiros e Defesa Civil utilizam helicóptero para acessar áreas de mata fechada
Corpo de Bombeiros e Defesa Civil utilizam helicóptero para acessar áreas de mata fechada

Nas primeiras horas desta quinta-feira (12), a Defesa Civil do Estado de São Paulo e o Corpo de Bombeiros ampliaram seus esforços no combate a incêndios florestais que se alastram por diversas regiões do estado. Com 2 aviões e 7 helicópteros em operação no estado, as equipes focam principalmente nas áreas de difícil acesso, como São Luiz do Paraitinga, onde o helicóptero Águia já sobrevoa a região para combater um incêndio de grandes proporções em área de mata fechada.

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As condições climáticas adversas -- uma combinação de seca prolongada e temperaturas elevadas — são apontadas como os principais fatores para a rápida propagação das chamas. O Vale do Paraíba, que está sob alerta vermelho do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) devido ao "clima de deserto", concentra um terço dos incêndios florestais ativos no estado. Atualmente, há cinco focos de queimada na região, atingindo as cidades de Bananal, Campos do Jordão, São José do Barreiro, Silveiras e São Luiz do Paraitinga.

Os incêndios mais críticos estão sendo monitorados e combatidos com apoio aéreo. As aeronaves estão operando em sete municípios, incluindo Mairiporã, Bananal e Campinas. As áreas montanhosas e de vegetação densa, como a Serra da Bocaina, são as mais afetadas, e o combate nesses locais é dificultado pela geografia e pela extensão das queimadas.

Em Campos do Jordão, brigadas atuam desde a madrugada para conter um incêndio que consome uma vasta área de vegetação na Serra da Mantiqueira. O uso de aeronaves está sendo avaliado pela Defesa Civil para apoiar os esforços terrestres.

Bananal, que já enfrentou focos de incêndio nos últimos dias, registrou um novo incêndio nas proximidades da Serra da Bocaina. A área afetada inclui vegetação natural e áreas de preservação permanente, sendo necessário interditar preventivamente uma residência. Não há registros de feridos até o momento.

Em São Luiz do Paraitinga, as chamas já devastaram uma área estimada em 130 hectares, atingindo plantações de eucalipto e vegetação natural na área rural do bairro Caeté.

As equipes continuam trabalhando de forma coordenada, com o uso de aeronaves e efetivos terrestres, para controlar os incêndios que ameaçam áreas habitadas e de preservação ambiental.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros alertam para o agravamento da situação caso as condições climáticas continuem favorecendo a propagação das chamas, e solicitam que a população evite ações que possam causar novos focos de incêndio.

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