A rápida passagem do vocalista Felipe Silva na banda de rock Black Dog, de Taubaté, foi tão marcante que o membro fundador do grupo considera o vocalista um dos pilares para o sucesso da banda nos últimos anos.
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Conhecido como Fe Silva, o músico morreu aos 38 anos em Taubaté na última quarta-feira (4), após ser vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) enquanto estava em uma academia, na última segunda-feira (2).
O roqueiro estava acompanhado da mulher quando sentiu-se mal e teve uma convulsão, seguida de AVC e parada cardíaca. Ele foi internado UPA (Unidade de Pronto Atendimento) San Marino, onde morreu na quarta.
Para o baixista e fundador da banda, Gregório Manetti, 51 anos, o Greg, o sucesso do grupo nos últimos anos deve-se à performance de Fe Silva no vocal.
A Black Dog surgiu em 2000, em São José dos Campos, e voltou com a formação mais recente depois da pandemia, justamente com a entrada de Fe Silva no vocal. Antes disso, o cantor trabalhava no setor de Tecnologia da Informação e estava insatisfeito com a vida profissional, chegando a encarar uma depressão.
“O sucesso da banda foi o fato de como ele performava no palco, as pessoas ficavam amigas da banda, ele mexia com as pessoas, tinha carisma. A banda só voltou com a força de hoje por conta do trabalho dele. Há um ano e meio atrás ele era técnico de TI que cantava e jogou tudo para cima para se realizar na música e viver bem”, disse Greg.
Segundo o baixista, a possibilidade de Fe Silva ter vivido o sonho de dedicar-se à música em tempo integral, antes de morrer, o fez realizar-se profissionalmente, superando a frustração que vivia antes de abraçar a música.
“A esposa e a mãe dele falaram sobre ele poder ter trilhado a música. Ele era um cara muito querido. No velório vieram amigos de toda a vida dele, Eles estavam lá para se despedir.”