Os trabalhadores da fábrica Novelis, em Pindamonhangaba, realizam uma paralisação nesta quinta-feira (15) em protesto à morte um trabalhador. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o protesto denuncia uma série de problemas sobre o acidente fatal ocorrido um mês atrás. O ato durou uma hora e vai se repetir nos demais turnos.
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Hallan Galvão Alves, 27 anos, sofreu o acidente no setor de Laminação a Frio, durante a manutenção de um veículo que faz o transporte das bobinas de alumínio, chamado AGV. Esse foi o segundo acidente fatal na empresa em oito anos.
De acordo com o sindicato, no dia do acidente, a diretoria da empresa se comprometeu em permitir que representantes da entidade acompanhassem as investigações e chamar quando houvesse qualquer movimentação do veículo do acidente.
Segundo o presidente da entidade, André Oliveira, isso não ocorreu. “Tivemos que brigar para que esse veículo e os outros quatro do mesmo modelo fossem interditados e temos denúncias de que houve movimentação. Teve a visita do fabricante e o Sindicato não pôde acompanhar”.
Outro problema é sobre as novas denúncias de que esses veículos apresentavam pane elétrica com muita frequência, inclusive falhas no painel de comando.
“A manutenção elétrica era acionada várias vezes por dia para reiniciar o sistema e isso já tinha virado rotina. Além das sugestões e pedidos dos trabalhadores para melhoria do sistema que foram ignorados”, disse Oliveira.
O excesso de jornada voltou a ser criticado no protesto. Segundo o sindicato, há setores como a Refusão em que jornadas de 12 horas, que são irregulares, ocorrem diariamente. O ato também integrou as mobilizações pela Campanha Salarial.
A fábrica atua no ramo do alumínio e emprega 1.500 trabalhadores em Pindamonhangaba.
Outro lado.
Em nota, a Novelis disse que houve nesta quinta um "breve bloqueio na entrada dos profissionais nas instalações, que foi rapidamente solucionado". "É importante destacar que a manifestação teve duração de cerca de 50 minutos e não resultou em interrupção do funcionamento da fábrica".
"A Novelis respeita as atividades das entidades de classe e preza pelo diálogo transparente entre as partes. A empresa tem a segurança de seus profissionais como prioridade absoluta e opera de acordo com as normas vigentes", informou a empresa.
"A companhia lamenta profundamente o ocorrido no último mês e continuará a fornecer apoio à família do profissional. A empresa segue colaborando com as autoridades para a investigação do caso."