Cerca de 150 pessoas passaram pela ‘Mobilização pelo Verde’ neste sábado (3), no centro de São José dos Campos. O ato começou por volta de 9h na praça Afonso Pena, em frente ao museu. "Viva a vida", bradaram os manifestantes.
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O protesto foi contra o corte de árvores na cidade e pela melhoria de políticas de arborização urbana em São José, como medidas para mitigar efeitos da crise climática e evitar tragédias na cidade.
Convocado por ambientalistas e ativistas, o ato marca diversas ações que estão sendo tomadas contra o corte de árvores na cidade, como representações ao Ministério Público e manifestações.
“Diante do momento crítico que estamos vivendo, frente à crise climática, estamos nos deparando com diversas supressões de árvores pela cidade e isso está nos incomodando de forma inexplicável”, diz mensagem do ato, publicada nas redes sociais.
A organização é do Projeto ARRU (Arte de Rua e Reflorestamento Urbano) e do Movimento Composta SJC, tendo à frente médicos veterinários, arquitetos, urbanistas e paisagistas, ambientalistas, biólogos e professores.
“Sabemos que precisamos das árvores! Elas têm papel fundamental para nossa sobrevivência, ameniza o aquecimento urbano, melhora a nossa saúde mental, emocional e ameniza o calor na cidade e no planeta. Não é hora de suprimir. É hora de plantar”, disse a direção da mobilização.
Ministério Público.
No final de junho, ambientalistas protocolaram representação junto ao MP (Ministério Público) de São José denunciando cortes de árvores na cidade. Eles querem a instauração de uma ação civil pública para investigar caso.
O documento aponta corte indiscriminado e sem base legal de árvores na avenida Senador Teotônio Vilela, a Fundo Vale, no cruzamento com a avenida Sebastião Gualberto.
Segundo a direção do evento, o ato teve o objetivo de “mobilizar a comunidade e o poder público, bem como chamar atenção para a urgência em defender as árvores urbanas, as quais estão sendo suprimidas em massa no município, sem devida importância perante a crise climática que estamos vivendo”.