TECNOLOGIA

PM terá parceria com PIT para soluções tecnológicas em segurança

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Repórter Especial
Xandu Alves / OVALE
Centro de Operações da Polícia Militar na RMVale, na sede do CPI-1
Centro de Operações da Polícia Militar na RMVale, na sede do CPI-1

O comando da Polícia Militar do Vale do Paraíba terá uma reunião com a direção do PIT (Parque de Inovação Tecnológica) São José dos Campos para conhecer projetos inovadores e trocar experiências.

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A ideia é saber em quais áreas os projetos em desenvolvimento no PIT podem ajudar a PM e como a corporação pode levar ideias que inspirem projetos entre os desenvolvedores e empreendedores do parque.

Quem explica a parceria é o comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), coronel Luiz Fernando Alves, responsável pela Polícia Militar em todo o Vale.

“Nós fomos convidados para o aniversário de 18 anos do PIT e é um local extremamente importante, não só para São José, mas acho que para a região e o país. Lá é o nascedouro de boas ideias, uma fomentação científica de várias áreas e me interessou muito”, disse Alves em entrevista exclusiva a OVALE.

“Então, através dos nossos oficiais que têm contato com os diretores e com o presidente [do PIT], nós conseguimos montar uma reunião no futuro próximo, já programada, para que a gente vá lá e entenda todos os projetos que estão no PIT e também possamos levar algumas ideias e tentar com essa forma de união ver se nascem boas coisas para serem implementadas na segurança pública. Pensando em tecnologia, pensando em sair da caixinha para uma sociedade melhor”, afirmou o militar.

Tecnologia contra o crime.

A meta é estabelecer uma via de mão dupla entre a Polícia Militar e o PIT, para incrementar projetos que possam servir à segurança pública, como câmeras de monitoramento mais avançadas, sistemas digitais e até drones.

Para Alves, a tecnologia é fundamental para combater o crime. “Não se consegue falar em segurança pública hoje se não tiver o implemento, o investimento na área de tecnologia, seja ela embarcada na viatura, seja ela em centros operacionais de controle e monitoramento, seja ela só com o policial militar”.

“A tecnologia hoje é fundamental. Não só para que a gente tenha a rápida e pronta resposta, para conseguiu identificar o problema e direcionar uma viatura, uma unidade de serviço mais rápido possível. Como também para que eu consiga diminuir o tempo do empenho do policial e colocá-lo de volta às ruas”, afirmou o comandante do CPI-1.

Projetos.

Ele comentou equipamentos e sistemas importantes para a segurança e que podem fazer parte da parceria com o PIT, colaborando no combate à criminalidade e à redução da violência no Vale.

“Então é fundamental, para um futuro bem próximo, mais implementações de câmeras inteligentes, através do [programa] Muralha Paulista, de reconhecimento facial, de monitoramento em tempo real de veículos que tenham interesse criminal, de ações criminosas. Para que a gente consiga ter uma resposta muito mais rápida e combater o marginal, combater o crime. É nós estamos, sim, pensando em outras situações. Temos essa reunião com todos os oficiais da nossa região e o pessoal do PIT, mostrando ideias para implementações no futuro e também olhar o que eles têm lá que a gente possa utilizar na área de segurança pública.”

Segundo ele, hoje existe a possibilidade de colocar, por meio da iluminação pública, câmaras inteligentes que possam, além de monitorar o local através da imagem, serem acionadas de acordo com determinado tipo de delito.

“Hoje eu já consigo colocar em câmeras que ela possa ser disparada a imagem e emitir um alarme se houver um som de disparo de arma de fogo. Essa rapidez na ação gera toda a diferença no combate ao crime”, disse Alves.

“É lógico que, para o futuro, a gente espera mais tecnologia, e não só nas cidades, mas com o policial militar e na própria viatura. Isso gera segurança do policial em fazer uma abordagem, a proteção dele física, ele sabe o que ele vai encontrar. O tempo resposta cai muito. E a sensação do marginal de que ele não está impune.”

Por fim, o coronel da PM falou que a tecnologia contribui para a “pronta resposta, o combate ao marginal, ao crime”, que leva a uma “cidade melhor, à mitigação dos indicadores e ao aumento da nossa produtividade e, principalmente, à percepção de segurança para a sociedade, que é tão importante e tão cara para nós”.

E finalizou: “É como um círculo virtuoso e isso daí melhora todas as outras áreas de atuação em sociedade, melhora educação, comércio, indústria, a atração de investimento para aquela região. E a gente pensa numa sociedade mais justa, mais segura e mais próspera”.

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