CATÁSTROFE

Nasa prevê que o Brasil pode se tornar inabitável em 50 anos

Por Adele Olivier | Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Ilustrativa
Brasil se tornará inabitável em 50 anos
Brasil se tornará inabitável em 50 anos

Segundo um estudo recente da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), o Brasil poderá se tornar inabitável em 50 anos devido ao aumento constante da temperatura global e às ondas de calor cada vez mais frequentes. A pesquisa, conduzida pelo cientista Colin Raymond, do Laboratório de Propulsão a Jato da agência, revela que o ambiente poderá se tornar extremamente prejudicial à saúde humana.

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Além do Brasil, outras regiões também enfrentam riscos semelhantes. A NASA destacou que partes do Golfo Pérsico, no Oriente Médio, o sul da Ásia e o Mar Vermelho, entre o continente africano e o asiático, podem atingir temperaturas inabitáveis ainda mais cedo, já em 2050. A projeção indica que o território brasileiro e o leste da China podem enfrentar essas condições extremas por volta de 2070.

Por que o Brasil se tornaria inabitável?

A análise da NASA baseia-se na projeção da temperatura de bulbo úmido, um cálculo que mede a capacidade de resfriamento de um objeto quando sua umidade evapora. Raymond explica que seres humanos conseguem sobreviver por seis horas em uma temperatura de bulbo úmido acima de 35 ºC. Acima desse valor, o suor não é mais capaz de resfriar o corpo, o que pode levar a consequências fatais.

"Pense em quando você sai de um banho quente. A água evapora do seu corpo e você se sente mais fresco. Mas se estiver quente ou úmido (ou ambos) no ambiente, será mais difícil sentir frio. Essa sensação está diretamente relacionada ao que a temperatura do bulbo úmido está medindo", explicou a NASA em uma publicação no site oficial.

Impactos do calor extremo no corpo humano

A incapacidade de se resfriar pode levar à desidratação e sobrecarregar órgãos vitais, como o coração. Além disso, o sangue tende a se concentrar na pele para tentar liberar calor, afetando todos os órgãos internos. Pessoas idosas e com comorbidades são as mais vulneráveis nessas situações. Trabalhadores ao ar livre e habitantes de regiões sem acesso a ar-condicionado também estão em risco elevado.

Ondas de calor

As mudanças climáticas têm preocupado cada vez mais os cientistas. No Brasil, entre os anos de 2023 e 2024, foram registradas 12 ondas de calor, e um quinto do ano passado (65 dias) teve temperaturas extremas, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Apesar das previsões pessimistas, a NASA afirma que continua a estudar de forma constante os efeitos do calor extremo utilizando satélites para entender melhor onde e como essas temperaturas afetam mais severamente. Esses dados permitem a realização de mais pesquisas sobre como mitigar os efeitos negativos das altas temperaturas e buscar soluções viáveis para o futuro.

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