GUERRA

VÍDEO: Ataque russo mata 28 pessoas em hospital infantil

Por Da redação | Ucrânia
| Tempo de leitura: 2 min
Gleb Garanich/ Reuters
Fachada de hospital pediátrico em Kiev após bombardeio russo, em 8 de julho de 2024
Fachada de hospital pediátrico em Kiev após bombardeio russo, em 8 de julho de 2024

Em um dos bombardeios mais devastadores desde o início da guerra da Ucrânia, a Rússia lançou uma série de mísseis contra Kiev na manhã desta segunda-feira (8), resultando na morte de 28 pessoas e na destruição parcial do hospital pediátrico Ohmatdyt, o maior da capital ucraniana. Autoridades locais confirmaram que crianças estão entre as vítimas fatais.

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Imagens do hospital mostram uma das fachadas completamente destruída, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou que várias pessoas ficaram presas sob os escombros.

"Há pessoas sob os escombros e ainda não sabemos o número exato de vítimas. No momento, todos estão ajudando a retirar os escombros, tanto médicos como pessoas comuns", declarou Zelensky.

O prefeito de Kiev classificou o ataque como um dos piores à cidade desde o início da guerra, há mais de dois anos. Segundo ele, mais de 40 mísseis foram disparados contra a capital ucraniana. O bombardeio não se limitou a Kiev: outras cidades do centro e leste da Ucrânia, como Dnipro, Sloviansk, Kramatorsk e Kryvyi Rih, também foram alvejadas.

Em Dnipro, um arranha-céu e uma empresa foram danificados, além de um posto de gasolina que deixou vários feridos. Na região de Donetsk, no leste do país, pelo menos três pessoas morreram em Pokrovsk, uma cidade de aproximadamente 60 mil habitantes antes da guerra.

Apesar das evidências de destruição em áreas civis, o Ministério da Defesa russo negou ter atingido alvos civis, afirmando que os ataques foram direcionados apenas a bases aéreas militares em território ucraniano.

O ataque a Kiev também resultou na destruição de três subestações de energia elétrica, conforme informado pela operadora local, a DTEK.

Em Kryvyi Rih, cidade natal de Zelensky, dez das vinte mortes ocorreram, e outras trinta pessoas ficaram feridas. O prefeito da cidade relatou que este foi um dos ataques mais severos desde o início do conflito.

O chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andrei Yermak, destacou a gravidade dos ataques e pediu uma resposta firme da comunidade internacional. "Este bombardeio afetou civis, atingiu infraestruturas, e o mundo inteiro deveria ver hoje as consequências do terror, que só podem ser respondidas com força", afirmou Yermak.

Zelensky, que participará de uma cúpula da Otan em Washington, nos EUA, ainda nesta semana, pediu aos aliados que enviem mais sistemas de defesa antiaérea para a Ucrânia, enfatizando a necessidade de proteger a população civil e as infraestruturas críticas do país.

"A Rússia não pode afirmar que ignora por onde voam os seus mísseis e deve prestar contas por todos os seus crimes", denunciou o presidente ucraniano em uma mensagem nas redes sociais.

O hospital pediátrico Ohmatdyt, um dos mais importantes da Europa, é conhecido por salvar e restaurar a saúde de milhares de crianças.

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