Com um serviço integrado entre os profissionais do CCZ (Centro de Zoonoses) e vários outros órgãos municipais, a recolha de animais de grande porte é coordenado por uma das mulheres que mais entendem da causa, Mazé Zarur. Hoje, a ativista é chefe da Divisão do Bem Estar Animal de São José dos Campos.
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Com o celular sempre ligado, mesmo de madrugada, Mazé acompanha o trabalho dos profissionais. Animais como equinos, bovinos outros são recolhidos com frequência em ruas e avenidas da cidade. “Mas temos um sistema de acompanhamento que poucas cidades do Brasil têm”, disse Mazé. As câmeras de monitoramento da CSI (Central de Segurança Integrada) ajudam a enxergar onde esses animais podem estar. Além disso, denúncias podem ser feitas através do 156. “Temos uma equipe sempre pronta para recolher esses animais”, disse.
Depois de apreendidos das ruas, esses animais são recolhidos para um espaço rural terceirizado lá, eles são cuidados por profissionais. “A gente faz com muito carinho”, disse Mazé.
Um dos casos mais emblemáticos registrados nos últimos anos é o da égua Guerreira. Ela foi batizada com o nome depois de passar por momentos de apuros. Com muitos ferimentos, o animal foi recolhido com sinais de violência, debilitado e deitado no chão, nas proximidades do Parque da Cidade, na região norte de São José dos Campos. “Foram necessários oito pessoas para fazer a captura dela. Aí ela passou por atendimento, veterinários e agora ela está linda, saudável”, disse Mazé.
Guerreira tem, segundo os cuidadores, cerca de 16 anos. Após oito meses, ela está robusta e serelepe.
Para tentar ajudar esses animais a encontrarem novos donos, o CCZ realiza feiras de adoção de espécies de grande porte. A próxima deve acontecer no dia 3 de julho. As devem ser feitas pela Central 156. No ato da inscrição, é feito o agendamento para entrevista no CCZ.
Com uma abordagem de adoção diferente, os animais serão disponibilizados em pares, já que alguns vivem juntos por determinado tempo ou possuem características específicas.
O critério para adoção segue a ordem de agendamento. Portanto, em caso de dois munícipes escolherem a mesma dupla de animais, a prioridade é dada a quem realizou o agendamento primeiro.