Polêmica, a retirada de pelo menos quatro árvores no Jardim Aquárius, na zona oeste de São José dos Campos, causou comoção entre moradores da área. A denúncia mostrada pelo OVALE mostrava o trabalho de funcionários da Prefeitura na rua dos Piquirões. “Será que é porque está sujando a piscina do pessoal? Será que pode cortar assim, sem estar doente? Eu as vejo lá de casa. Será mesmo que está doente?” questionou Fernanda Borges.
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A Prefeitura veio a público e justificou o corte como sendo um pedido o condomínio na rua. “A Prefeitura fez a remoção de 4 árvores da espécie Ficus, da rua Vicente de Finis Neto, rua que vem antes da rua dos Piquirões, a pedido de um condomínio, já que as árvores colocavam em risco as estruturas de água e esgoto e a integridade física e patrimonial das pessoas”, disse em nota.
Nessa quarta-feira (26) a equipe da TV Record esteve na rua e conversou com uma moradora do prédio que teria sido atingido pelas árvores. “Essa raiz é muito agressiva. Dentro do nosso condomínio a gente teve muito problema. Rompeu parede, vazamento na garagem, vazamento da rede de esgoto. Rompimento da parede da piscina. A gente fica triste, porque nossa rua era linda com essas árvores maravilhosas, mas foi feito um estudo com técnicos da prefeitura e eles concluíram que elas precisavam ser tiradas”, disse Vera Costas.
Para o professor e consultor ambiental, Edvaldo Gonçalves de Amorim, que leciona na Univap, as árvores da espécie Ficus não são adequadas para ruas de bairros residências. “O sistema dele raízes não é um sistema que vai aprofundando no solo. Ele é ramificado. Ele vai entrar em galerias de rede pluvial, em galerias de passagem de fios subterrâneos e causa danos bem graves”, disse após analisar os laudos divulgados pela Prefeitura.
“O síndico anterior ele conseguiu podar uns galhos e teve alguém que fez uma denúncia. A gente tem muito tempo com problema. Acredito que mais de oito anos”, disse Vera.
A Prefeitura de São José dos Campos disse que faz a recompensação de árvores que são cortadas. “Ela é obrigada por lei”, disse o professor.