MARTINS PEREIRA

Torcida da Águia rebate Oscar e desmente agressão

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação TUSJ
Torcida da Águia rebate Oscar e desmente agressão
Torcida da Águia rebate Oscar e desmente agressão

O empresário Oscar Constantino, presidente da SAF (Sociedade Anônima de Futebol) que gere o São José, disse em entrevista após o jogo contra o Água Santa que torcedores tentaram o agredir no estádio Martins Pereira e que quase foram ‘às vias de fato’.

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Embora o empresário não tenha citado nominalmente qual grupo teria o cercado, a TUSJ (Torcida Uniformizada do São José) se manifestou postou uma nota oficial em sua conta nas redes sociais desmentindo a agressão e dizendo que só protestou contra os resultados, como o empate por 0 a 0 com o Água Santa, que deixou o São José com 9 pontos no grupo A7 da Série D e com poucas chances de classificação.

“Afirmamos que, em nenhum momento, NÃO HOUVE TENTATIVA DE AGRESSÃO CONTRA NINGUÉM.Quem nos conhece, em São José e em todo o estado, inclusive torcidas rivais, sabem da nossa cultura de paz dentro e fora dos estádios”, disse a torcida.

Depois, na mesma nota, a torcida disse que não tinha como haver agressão. “O que realmente ocorreu foi que, após a partida, como de praxe, dois de nossos membros, ESCOLTADOS POR POLICIAIS MILITARES, vão retirar a nossa faixa. Neste percurso, houve um contato visual com os diretores da SAF, onde nossos membros, insatisfeitos com a campanha e a promessa não cumprida de que a prioridade seria o Brasileiro Série D, acabaram proferindo algumas opiniões a respeito”, continuou.

“A tal tentativa de agressão não tinha a menor possibilidade de acontecer, já que ambos estavam separados por um portão de segurança e, reiterando que havia a presença de POLICIAIS MILITARES além da segurança privada do estádio”, disse a torcida.

Em outro trecho da nota, a torcida disse que não tinha motivo para distorcer fatos. “Nós, enquanto TUSJ, não temos motivos para deturpar a verdade e distorcer os fatos ocorridos, assim como também não omitiremos que o que foi dito por eles ESTÃO EM ACORDO COM O QUE PENSAMOS A RESPEITO DA CAMPANHA DO TIME EM 2024”, afirmou.

Ainda na nota, a torcida disse que houve bate-boca com outro dirigente, no caso, Bruno Cazarine.  “O atual diretor de futebol e filho do dono da SAF tentou avançar sobre nossos membros, ainda dizendo que "MERECÍAMOS A BEZINHA", o qual foi retrucado que a nossa fidelidade ao São José Esporte Clube nos levou até Maringá, estado do Paraná, quando ainda ouvimos que "FORAM PORQUE QUISERAM! NÃO PRECISAMOS DO TORCEDOR".

A assessoria de imprensa do São José confirmou que houve a tentativa de agressão na arquibancada, mas que foi contido.

A entrevista

Em conversa com grupo de jornalistas no sábado, Oscar Constantino falou sobre a agressão.  “A torcida veio me agredir na saída, a torcida não está entendendo. Na fase de plantio, temos que esperar a colheita. Tentaram me agredir, quase foram as vias de fato. Estou pensando seriamente”, disse.

“A torcida estava fria e agora está gelada. Não gostei do que fizeram comigo, me peitaram ali. Isso não é coisa de torcida. Estou pensando seriamente”, afirmou Oscar, que continuou.

“Torcida não ganha jogo. Ajuda muito, mas não ganha jogo. A gente vê times da Série A, Série B tendo problemas também. A gente está dando nossa saúde, nossa vida, porque a gente ama a cidade. Mas não precisa chegar as vias de fato, me xingando, me peitando”, destacou.

 

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