Davi Freire Zerbone, de apenas 4 anos, está internado em estado grave após a lancha em que estava explodir na segunda-feira (17) em Cabo Frio, no Litoral Norte do Rio de Janeiro. O menino sofreu queimaduras em 100% do rosto e está intubado no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama (RJ). A tragédia deixou outras dez pessoas feridas.
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Entre as vítimas do acidente está a mãe de Davi, Letícia Sampaio, de 26 anos, que está grávida de três meses e sofreu queimaduras em 50% do corpo. Ela está internada e, apesar dos ferimentos, não perdeu o bebê. "Ela teve queimaduras principalmente nos braços, pernas, peito e pés. Está bem, lúcida e até brincando," relatou Gabriella Sampaio, irmã de Letícia.
A família das vítimas denuncia a falta de assistência por parte da empresa que alugou a lancha. "Até o momento, não recebemos nenhum tipo de assistência. Nem sequer ligaram para saber como estão," afirmou Gabriella. Ela também destacou a ausência de orientações de segurança por parte da empresa antes do embarque.
Estado de saúde das vítimas
As vítimas foram inicialmente atendidas no Hospital Central de Emergências (HCE), em São Cristóvão, e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Parque Burle. Devido à gravidade dos ferimentos, algumas delas foram transferidas para outras unidades de saúde. Veja abaixo o estado de saúde das vítimas:
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Gean Andrade, 1 ano e meio – Estado grave.
- Davi Freire Zerbone, 4 anos – Estado grave.
- Ana Lívia Pimentel, 5 anos – Estado estável.
- Nayara Tauslane Andrade, 22 anos – Estado estável.
- Leandro Zerbone, 26 anos – Estado não divulgado.
- Letícia Sampaio, 26 anos, grávida de 3 meses – Estado estável.
- Adulto sem idade identificada – Estado não divulgado.
- Piloto da lancha – Estado estabilizado.
- Caroline Pimentel, 28 anos – Estado estabilizado.
- Aleksandro Leão Vieira, 36 anos – Estado grave.
- Adulto de 37 anos – Estado não divulgado.
Investigação da Marinha
A Marinha do Brasil, através da Delegacia da Capitania dos Portos em Cabo Frio (DelCFrio), instaurou inquéritos administrativos para investigar as causas e circunstâncias do acidente, com um prazo de conclusão de 90 dias. Em nota, a Marinha informou que estão sendo realizados todos os esforços para elucidar os acidentes recentes com as embarcações “A MAR I”, “BRADOCK” e “EYE SEA”, ocorridos na região.
Além das investigações, a Marinha reforçou a importância das Ações de Fiscalização do Tráfego Aquaviário (AFTA), que incluem inspeções documentais e de segurança nas marinas, iates clubes e no mar.