"Queremos saber se ele está vivo ou morto".
Assim como seus irmãos, filhos e netos, Gláucia Martins carrega no peito inúmeras perguntas a respeito do pai, Alberto Martins, que desapareceu em Taubaté há 34 anos. Se está vivo, com 72 anos, onde ele está? O que houve com ele? Vamos voltar a vê-lo? É o drama da família, que busca reencontrar o homem que saiu de casa para trabalhar e nunca mais voltou. 'Onde está Alberto Martins?', perguntam os filhos, netos e bisnetos.
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Hoje, como lembrança, a família tem uma foto de Alberto. Alberto saiu da casa da família, no Jardim das Nações, e foi trabalhar em uma oficina na Independência, dizendo que depois assistiria a uma partida do Brasil na Copa do Mundo de 1990. Depois, ele nunca mais foi visto pela família.
"Era época da Copa e ele disse que depois do trabalho ia assistir o jogo e vou embora para casa, mas ele nunca mais voltou", contou Gláucia Martins, uma das filhas de Alberto.
Ele desapareceu em um momento especial, alguns dias depois do nascimento da neta. "Ele me levou para o hospital, me internou, eu tinha 14 para 15 anos, tive a minha filha e ele me visitou, quando tive alta, uns dois dias depois, e ele falou para todo mundo que tinha nascido a neta dele, feliz. Aí quando a minha filha estava com cinco dias, ele saiu para trabalhar, e sumiu", completou a filha.
"Eu sinto que ele está vivo, meus tios paternos vivem muitos anos, tem um com mais de 90 anos, está bem", afirmou Gláucia.
BUSCAS.
A família suspeita que Alberto possa estar vivo e morando perto da antiga família, em São José dos Campos, ou em São Paulo. "Queremos saber se ele está vivo ou morto", afirmou Joyce Martins, 28 anos, neta de Alberto e uma das responsáveis pelas buscas. "Ouvi relatos de que ele teria outra família em José dos Campos. E que tem outros filhos também, que tem filhos gêmeos e que um dos gêmeos se chama Amaral, mas não se sabe se é verídico".
Gláucia se lembra que o pai tinha problema com o álcool e, segundo a família, quem sofria muito com isso era a esposa. No entanto, após mais de 30 anos, os filhos, netos e bisnetos querem ter a chance de reencontrar Alberto,
"Pessoal falava que tinha visto ele na Rodoviária Velha, que estava em São José dos Campos, e o tempo foi passando. Quatro anos atrás a gente perdeu minha mãe e a gente foi levando a vida. Uns dois ou três meses atrás eu comecei a fuçar, fuçar, fuçar, e ir atrás, com a ajuda da minha sobrinha. Eu queria que meus filhos conhecessem ele. Estamos empenhandos, queremos descobrir o que aconteceu, se ele é falecido ou está vivo, queremos achar", disse a filha.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Alberto pode entrar em contato com a neta Joyce, no telefone (12) 99123-4354, ou com a filha Gláucia, no número (12) 99115-4712.
