Apaixonada pela música e pela escrita, desde menina, 'Negra Tayy' tinha o sonho de usar a sua voz para amplificar a voz a favor de pautas importantes, como o combate ao racismo e à desigualdade social, além da defesa do empoderamento feminino. Artista e poeta, a jovem teve a vida interrompida. Teve a voz calada violentamente.
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Negra Tayy era o nome artístico da operadora de telemarketing Tayane Cristina Rodrigues, 28 anos, que morreu no último dia 6, após permanecer internada por 25 dias. O namorado é apontado pela polícia como o suspeito do cometimento do crime.
Com o hip hop, compondo letras sobre superação, fazendo reflexões sobre o mundo que a cercava, militando por pautas importantes, Negra Tayy fez da voz a sua bandeira. Agora, cobrando justiça, a família quer que ela seja uma bandeira contra o feminicídio.

Tayane foi agredida na madrugada entre os dias 12 (domingo) e 13 (segunda-feira) de maio, em sua casa, na rua Professora Odila de Almeida Carvalho, e sua morte foi comunicada à polícia no dia 6 de junho, a última quinta-feira. Na casa, foram encontradas roupas, toalhas e um colchão ensanguentados, além de tufos de cabelo da vítima e uma tesoura, também com manchas de sangue.
De acordo com o relato da irmã, no dia 12, Tayana e Bruno haviam discutido em Tremembé, em um quiosque de um parque aquático, onde ela teria sido agredida. Em seguida, ele também teria brigado com o filho do dono do estabelecimento. Ao voltarem para Taubaté, foram para casa. Na noite de domingo, vizinhos relataram gritaria na residência, "como se Tayana estivesse apanhando". Apesar disso, ninguém chamou a polícia.
Às 10h de segunda, Bruno chamou um vizinho e pediu ajuda para chamar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel Urbano). Aos socorristas, ele disse que Tayana havia tomado muitos remédios. A vítima foi levada para o PS.
Após não conseguir falar com Tayane, a irmã fez contato com Bruno e, na terça-feira (14), ele respondeu dizendo que a namorada estava no "IML". Assustada, a irmã ligou para Bruno, que informou que a vítima estava no PS. Os familiares foram à casa de Tayane e encontraram sangue e cabelo da vítima, além da tesoura, deixada ao lado do colchão.
Tayane permaneceu internada desde então, mas não resistiu aos ferimentos. O crime foi registrado como feminicídio.