Pai da menina Sophia Gomes, 9 anos, que morreu vítima de complicações causadas pela dengue hemorrágica no último domingo (26), em São José dos Campos, o motorista Vando Simões, 44 anos, confessa que ainda busca entender o “propósito de Deus” pela perda da filha.
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Católico praticante e participante da Pastoral do Dízimo da Paróquia Coração de Jesus, no Bosque dos Eucaliptos, na região sul de São José, onde Sophia fazia a catequese, Simões disse que a fé em Deus tem sido fonte de apoio nessa hora de uma dor imensurável.
“Não sei o propósito de Deus, estamos tentando entender. Não sei dizer o motivo. A gente vê acontecer na vizinhança e quando chega na nossa família, a dor está muito forte, é recente demais”, afirmou.
“O que está nos confortando são os bons comentários sobre ela. Não sabíamos que ela era tão querida, muita gente foi no enterro, a participação da escola, todo mundo, pessoal da natação, catequese, nossa paróquia em peso. Várias religiões, pessoas evangélicas que fizeram orações, nos sentimentos de coração partido, mas confortado pelas pessoas”, disse o pai da menina.
Simões disse que a filha era uma garota “maravilhosa, muito boa com todos, amorosa e carinhosa”. Ela era um tanto “reservada”, mas que se abria quando conhecia as pessoas.
“Era uma criança normal, feliz, gostava de fazer pulseiras. Tinha 9 anos feitos agora em abril. Era bem criança, amorosa, carinhosa, muito carinhosa com a mãe dela, dizia que a amava, amava a escola e sempre queria ficar mais um pouco [nas aulas] e gostava de aula de música e francês.”
Com mulher e uma filha de 23 anos, irmã de Sophia, Simões disse que está sendo muito difícil encarar a morte da caçula, mas que a “vida tem que continuar”. “Nove anos que passamos com ela foram lindos”.
Ele fez questão de agradecer todo o apoio da Santa Casa de São José, onde a menina ficou internada. “Agradeço pelo carinho que tiveram com ela, o pessoal da enfermagem, os médicos, o pessoal da limpeza. Foi muito maravilhoso o apoio. Eles choravam com a gente. Foi muito duro e comovente o que aconteceu. Foi meio raro por acontecer com uma criança e ter o quadro mais forte [de dengue]”, disse o pai.