COMPORTAMENTO

Estudantes criam lista de meninas ‘desejáveis’ em escolas de SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Pexels
Lista teria circulado em postagens na internet
Lista teria circulado em postagens na internet

Uma lista com nome e classificação de meninas “desejáveis” ou "pegáveis" circulou entre estudantes de dois colégios particulares da cidade, segundo relatos de alunos.

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Tal lista dividia as meninas de acordo com critérios para flerte e paquera, levando em conta questões como beleza, simpatia e boa conversa. A lista conteria fotos das estudantes e trazia categorias como “camarão”, “nem gera”, “é fora” e “nem chego perto”.

Segundo o relato de estudantes nas redes sociais, a lista teria sido feita por três alunos do Colégio Poliedro e dois do Anglo Alante São José dos Campos, escolas particulares da cidade. A listagem teria sido postada na internet.

Ainda segundo estudantes, a lista traria em sua maioria fotos de alunas e ex-alunas do Poliedro, mas algumas do Anglo. Todo o grupo teria compartilhado a lista, mas, após desentendimento entre os alunos, três envolvidos que seriam do Poliedro apagaram a publicação, deixando apenas um post que teria sido feito por aluno do Anglo.

O caso culminou em desavenças entre os alunos das duas escolas e no episódio de um estudante do Anglo que levou uma faca para dentro da escola, alegando necessidade de defesa. A faca foi apreendida e o estudante foi suspenso. Os pais tiveram que comparecem à escola.

OUTRO LADO

Em nota, o Colégio Poliedro disse que “tomou conhecimento da situação tão logo ocorreu, identificou os envolvidos e tratou o caso internamente em conjunto com as famílias, tomando todos os cuidados previstos na prática pedagógica e de acordo com o regimento interno da escola”.

Também por meio de nota, o Anglo Alante confirmou que a faca portada pelo aluno foi recolhida pela coordenadora pedagógica e o estudante envolvido foi suspenso.

“Além disso, os pais do respectivo aluno foram convocados para uma conversa na escola sobre segurança e foram orientados sobre todos os protocolos e regimentos que a instituição de ensino já aplica, que proíbem o uso desse tipo de material na escola e, inclusive, o ato de carregá-lo na mochila”, informou a direção.

No mesmo episódio, ainda de acordo com a nota, a escola foi alertada de que o aluno estava envolvido na elaboração de uma lista em conjunto com alunos de outro colégio e que teria levado o objeto [faca] para se defender de um conflito gerado por este documento em um evento marcado pelos estudantes para o horário posterior às aulas, nas ruas da cidade.

“A escola não teve mais nenhum conhecimento sobre a lista referida”, completou a direção do Anglo.

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