Onde está Antonio?
O motorista de aplicativo Antonio José de Lima Junior, 43 anos, saiu para trabalhar durante a manhã, em Taubaté, e não foi mais visto. Já são sete meses de mistério, sem respostas. A Polícia Civil investiga o caso.
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De acordo com a esposa do motorista, ele saiu para trabalhar no dia 26 de outubro de 2023 e, por volta das 10h, ela enviou uma mensagem, que não teve resposta. Por volta das 15h, preocupada, a esposa ligou para o marido e um homem atendeu, dizendo que havia encontrado os dois celulares de Antonio na avenida Voluntário Benedito Sérgio.
A esposa foi ao local buscar os aparelhos, mas não encontrou o marido. "Ela então pediu a um amigo para colocar em um grupo de motoristas de Uber o ocorrido e conseguiram encontrar o carro na avenida Vila Velha, nº 50, um Onix branco, em frente a um matagal", informa o boletim de ocorrência. Desde então, não há notícias sobre o paradeiro do motorista.
INVESTIGAÇÃO.
A Polícia Civil investiga a hipótese do motorista ter sido morto por uma facção criminosa, tendo o corpo ocultado. O caso está sendo apurado pelo setor de homicídios da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté, que na última semana cumpriu dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça.
De acordo com a polícia, o sumiço do motorista está registrado como desaparecimento, "sendo que as investigações indicam que, em verdade, trata-se de um suposto homicídio com ocultação de cadáver". "A vítima, que realizava trabalho de motorista de aplicativo, supostamente teria sido morta por integrantes de facção criminosa, face à desavença na coleta de valores referentes à mercância das drogas em pontos diversos de tráfico", diz a polícia.
Ao longo da investigação, foram identificadas dois suspeitos de envolvimento no desaparecimento do motorista, sendo solicitada à Justiça a concessão dos mandados de busca e prisão de ambos, além de autorização para a varredura em outros endereços em Taubaté, atrás de pistas.
OPERAÇÃO.
Durante o cumprimento dos mandados, na última semana, um dos procurados foi capturado. Ele havia instalado um sistema de câmeras de monitoramento em seu imóvel e, ao ver a chegada da polícia, tentou se desfazer de "grande quantidade de substância de cor branca", jogando-a no box do banheiro e na pia da cozinha. O suspeito foi preso quando tentava se livrar do material.
No imóvel, a polícia encontrou uma pistola 9mm, que estava encaixada em um buraco no colchão, onde o suspeito dormia. Ao lado das armas, estavam carregadores e cápsulas deflagradas. A arma está registrada em nome da esposa dele, que é CAC e apresentou o documento da pistola. Na residência foram achados pedaços de maconha, além de embalagem usada para embalar droga, balança de precisão e aparelhos celulares.
Foi constatado que o segundo suspeito, que também teve a prisão decretada pela Justiça, já havia sido capturado recentemente em Caraguatatuba. De acordo com a polícia, as pistas colhidas no cumprimento dos mandados vão ser analisadas, para esclarecer o desaparecimento do motorista de aplicativo.