FEMINICÍDIO

Suspeito de matar namorada cumpria pena no regime aberto

Homem cumpre pena de prisão em regime semiaberto. O indiciado, de 25 anos, teve a prisão preventiva pedida pelo delegado de Caraguatatuba

Por Jesse Nascimento | 16/05/2024 | Tempo de leitura: 3 min
São José dos Campos

Reprodução

Rafaela Ramos da Silva tinha 16 anos
Rafaela Ramos da Silva tinha 16 anos

O homem suspeito de matar e enterrar o corpo da adolescente Rafaela Ramos da Silva, 16 anos, em Caraguatatuba, cumpria pena de prisão em regime aberto. O indiciado, de 25 anos, teve a prisão preventiva pedida pelo delegado que atendeu a ocorrência.

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Ele foi condenado a sete anos, dois meses e 20 dias de prisão por roubo e está egresso do sistema prisional desde 24 de fevereiro de 2022.

O suspeito, de acordo com pesquisas realizadas pela polícia junto à rede Prodesp (Processamento de Dados do Estado de São Paulo), têm diversas intercorrências criminais por delitos de roubo.

Contra o namorado de Rafaela figurava uma ocorrência de subtração de incapazes contra a adolescente. A subtração de incapaz é o ato de retirar ou desviar bens, direitos ou recursos de uma pessoa que não tem capacidade legal para administrar seus próprios interesses.

Isso geralmente envolve menores de idade, pessoas com deficiência intelectual ou mental ou outras que tenham sido legalmente declaradas incapazes de gerir seus próprios bens.

O delegado pediu a prisão preventiva do suspeito e relatou, no boletim de ocorrência, que o indiciado age com “extrema vilania e ousadia, crença na impunidade, já que solto retorna ao submundo do crime”.

O homem ficou preso por ocultação de cadáver e porte de drogas para consumo pessoal. O tempo de flagrante relacionado ao feminicídio havia passado, porém, por representar perigo à sociedade, ele permaneceu preso.

O CRIME

O crime teria ocorrido na madrugada de terça-feira (14) após uma discussão entre os namorados, momento em que o indiciado estrangulou e asfixiou a jovem com um travesseiro, vindo a enterrá-la no dia seguinte. Em depoimento, ele disse que a namorada o estava traindo.

A Polícia Militar disse que ele confessou o crime ao ser abordado por agentes da Força Tática, do 20º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior) nesta quarta-feira (15).

Os policiais chegaram ao suspeito após coletarem informações de um suposto feminicídio pela região do bairro Pegoreli. Também foram informados de que o possível autor frequentava pontos de venda de drogas daquela região.

Nas buscas, em um determinado momento, os agentes avistaram três homens, que fugiram ao perceberem a presença policial. Dois entraram na mata, impossibilitando a abordagem, e o terceiro foi alcançado e abordado na rua.

Os policiais encontraram no bolso da blusa dele duas porções de maconha, um celular e uma faca. Indagado sobre o motivo da fuga, ele teria alegado que estava com medo de ser preso. Em seguida, confessou que havia cometido um feminicídio e que a vítima era a sua namorada. O suspeito levou os policiais até o local onde o corpo estava enterrado.

Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Delegacia de Caraguatatuba, permanecendo preso e à disposição da Justiça. O suspeito vai responder pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e posse de drogas.

Ainda de acordo com as informações da Polícia Militar, a adolescente Rafaela Ramos da Silva estava desaparecida.

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