Comandando o Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) desde meados de fevereiro deste ano, o delegado Múcio Mattos aposta na integração entre as seis delegacias do Vale do Paraíba com a Polícia Militar e as secretarias municipais de segurança pública para combater a criminalidade e reduzir a violência.
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Desde 2020, o Vale tem a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes do estado de São Paulo – 12,94, mais do que o dobro da taxa estadual, de 5,98.
Na manhã desta segunda-feira (29), Mattos reuniu os seis delegados seccionais da região mais os comandantes dos batalhões da PM, além do comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), coronel Luiz Fernando Alves, para um balanço das ações no primeiro trimestre de 2024.
A região começou o ano com 92 vítimas de morte violenta entre janeiro e março, sendo 90 homicídios e dois latrocínios, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo. No primeiro trimestre do ano passado, foram 82 mortes – 80 homicídios e dois latrocínios.
No encontro realizado na sede do Deinter, na região sul de São José, cada delegado seccional fez um balanço da sua região, com participação dos comandantes dos batalhões militares.
As metas, destacou Mattos, são ampliar a integração e realizar operações em conjunto entre as polícias e os municípios para enfrentar o crime, usando cada vez mais a inteligência.
“Adotamos quatro eixos no trabalho: primeiro é a tecnologia e o serviço social, o segundo é a otimização de recursos, o terceiro é o tratamento humanizado e o quarto é exatamente o que está sendo feito aqui, a integração das forças de segurança junto com a imprensa e a população”, disse Amaury dos Santos, policial responsável pela comunicação social do Deinter.
“É por isso que o dia de hoje é histórico para as forças de segurança, porque nós saímos da teoria e estamos na prática mostrando à população que as forças de segurança estão integradas e que o crime não pode prevalecer. Quem tem que prevalecer é o cidadão de bem”, afirmou.
Na prática, segundo Santos, a integração envolve troca de informações entre as delegacias secionais, a PM e os municípios, além de operações conjuntas e pontuais.
“A integração significa exatamente o que vem ocorrendo. São operações conjuntas de cumprimento de mandados de busca, de prisão, trocas de informações. Cada uma das forças segurança tem o seu setor de inteligência e esses setores se comunicam, e isso ajuda na prevenção, no esclarecimento dos crimes e na prisão de criminosos. Isso está sendo feito em todo o Vale do Paraíba e é importante que a população tenha conta disso.”
Pelas características da região, como ser cortada pela Rodovia Presidente Dutra e ligas as duas maiores capitais brasileiras, Santos disse que o trabalho também exige integração constante com outras forças de segurança, como a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal.
“Por aqui circulam todos os dias todo tipo de situação, então nós mantemos um contato interrupto com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal, e também com todos os entes que lidam com segurança”, afirmou o policial.
Segundo ele, os setores de inteligência de cada departamento e instituição estão “em comunicação” constante para o combate mais eficiente ao crime.