GOLPE NO ALTAR

Família acusa buffet de Caraguá de dar golpe, noivo é hospitalizado e caso gera revolta

Família contratou o buffet que desapareceu um dia antes da festa

Por Leandro Vaz | 02/04/2024 | Tempo de leitura: 4 min
Caraguatatuba
Da redação

Divulgação

Apesar do caos, o casamento aconteceu
Apesar do caos, o casamento aconteceu

Um buffet de Caraguatatuba, no Litoral Norte, é acusado por uma família de Suzano, na Grande São Paulo, de aplicar um golpe e sumir com o dinheiro investido em uma festa de casamento. O sonho de uma vida, da empresária Kely Rosy Soares, em casar o filho, terminou em desespero e muita confusão. Seu filho, David Franklin Soares Teixeira de Freitas, o noivo, precisou de atendimento médico após a descoberta do golpe. “Ele sofreu um pico de estresse, ficou com febre de quase 40°. Corremos com ele para UPA de Massaguaçu”, desabafou a mãe.

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“Foi o sonho de uma vida que foi destruído. Só descobrimos quando estávamos descendo para Caraguatatuba”, disse Kely em entrevista a OVALE.

A história envolvendo Kely, o filho David, a nora Vanessa Torres e centenas de convidados começou pouco antes da pandemia, ao contratar para festa, o Mamma Gorda Buffet, de propriedade de Patrícia Helena Marton, em Caraguatatuba. “Nós contratamos antes da pandemia, depois da pandemia fizemos um adendo no contrato, e depois, neste ano eu contratei para fazer um outro almoço para família”, disse Kely.

Segundo Kely, o buffet Mamma Gorda seria responsável por toda a parte de comida, doces, serviço de garçons, mesas, cadeiras, parte da decoração, a contratação de empresas terceirizadas com serviços de entretenimento, entre outros. “Ela acabou não pagando os serviços que eu repassei para ela”, disse Kely, que relata um totem fotográfico e uma plataforma giratória 360º. “No dia do casamento eu tive que pagar R$ 2,5 mil para a mesma empresa, porque ela não pagou”, disse.

“Nós gastamos em torno de R$ 14 mil com o buffet” disse Vanessa, a noiva. Além do buffet no dia do casamento, marcado para o dia 30 de março, o Mamma Gorda seria responsável também pela parte de alimentação de cerca de 100 pessoas, familiares dos noivos. Os acordos seriam para um almoço na sexta, um café da manhã e almoço no sábado, o buffet da noite de sábado durante o casamento, e um almoço do domingo, (31).

No caminho para Caraguatatuba, na quinta-feira (28), Kely mandou mensagens para Patrícia, preocupada. “Eu estava prevendo alguma coisa”, disse a OVALE. “Nada vai dar errado. Quem tá colocando minhoca na sua cabeça? Fica assim não”, escreveu Patrícia às 19h20. Essas foram as últimas mensagens.

A descoberta que quase colocou fim a festa de casamento começou na sexta-feira (29) quando centenas de convidados seguiam para Caraguatatuba. As famílias dos noivos, vindos de diversos estados, como Paraná e Minais Gerais, chegaram e ficaram hospedados em pousadas já contratadas.

Começava ali um corre-corre para organizar tudo sem o buffet Mamma Gorda. “Com ajuda da família, eu tive que contratar outras pessoas, fomos para o supermercado, compramos tudo para montar os almoços, cafés... Tive menos de 24 horas para colocar o casamento no lugar”, desabafou Kely. A empresária contratou de última hora outro buffet e alega que teve um gasto superior a R$ 30 mil com compras no supermercado e os novos contratos de última hora.

“O meu rosto estourou de feridas. Parece que eu estou com herpes, tamanho o estresse que sofri. Estou arrasada”, disse.

Após todo o contratempo, o casamento foi realizado na Mansão Capricórnio, em Caraguatatuba, com uma cerimônia na areia. “Foi muito difícil. Mas conseguimos fazer”, disse. Os noivos, David e Vanessa cancelaram a lua de mel para arcar com parte das dívidas que tiveram. “Ela simplesmente desapareceu. Nós fomos até a casa da Patrícia, ela não estava. Apenas o filho. Ninguém sabe onde ela está”, comenta a mãe.

A família procurou a Polícia Civil de Caraguatatuba, mas foi orientada a registrar o boletim de ocorrência na cidade natal, Suzano. “Vamos registrar amanhã”, disse Kely.

OVALE procurou o buffet Mamma Gorda, mas em nenhum telefone divulgado atendeu as ligações. O celular de Patrícia também não. Mensagens foram deixadas em seu WhatsApp, mas não houve retorno até a publicação dessa reportagem.

REPERCUSSÃO

Com repercussão nas redes sociais, o caso envolvendo o buffet Mamma Gorda gerou curiosidade, em Caraguatatuba. Pessoas ligadas a eventos e buffets fizeram publicações alertando sobre os riscos de se contratar empresas desconhecidas. “Meus sinceros sentimentos aos noivos que tem contrato fechado e estão desesperados neste momento. O que puder fazer para ajudar, contem comigo”, escreveu Sérgio Rocha Buffet.

No Facebook, outras supostas vítimas se manifestaram. “Fugiu da cidade aplicando golpe em mais de 40 casais, que confiaram e pagaram pelos serviços de buffet. Inclusive, eu e minha noiva, ficamos na mão faltando cinco meses para o nosso casamento, levando com ela nosso dinheiro. Mas, já estamos tomando as devidas providências”, escreveu João Paulo.

Também contratei o serviço dela, e paguei a vista. Meu casamento será daqui uns meses. Estou arrasada” escreveu Júlia Matsumura.

“Não existe palavras para descrever o sentimento e tudo que passamos”, disse Vanessa, a noiva do último sábado.

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1 COMENTÁRIOS

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  • patricia costa
    03/04/2024
    Óbvio que era golpe desde o início. Impossível servir 3 almoços, um café da manhã e mais o jantar de casamento para 100 pessoas por 15 mil reais. É só fazer a conta pelo amor de deus. dá 150 reais por cabeça, ou seja, 30 reais por refeição. 30 reais é um café e lanche na padaria. Sem falar que a matéria fala que ainda estava incluído decoração e outros serviços. É impossível. As pessoas precisam parar de escolher este tipo de serviço pelo preço. Se era o sonho da família que eles investissem em um buffet melhor, com preços compatíveis com o mercado e qualidade que o evento exige. A comida é o item principal em uma festas desses, mas o pessoal prefere gastar em outras coisas e economizar no buffet, daí acontece isso!