'QUERO JUSTIÇA'

Mãe de MC Bakka, de São José, cobra prisão do assassino do filho

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Da redação
No dia do crime, MC Bakka estava com o filho, a mulher e um enteado 10 anos
No dia do crime, MC Bakka estava com o filho, a mulher e um enteado 10 anos

O dia 2 de março de 2024 nunca será esquecido pela dona de casa Maria Helena de Souza, 58 anos. Moradora de São José dos Campos, naquela noite, ela recebia a notícia que o filho havia sido morto a tiros. Bruno César Antunes de Souza, 39 anos, conhecido como MC Bakka, foi morto a tiros na frente do filho de seis anos, no bairro Estufa 2. O crime chocou a cidade pela frieza do assassino. O suspeito pelo crime é Augusto Gabriel Judic Borelli, 33 anos. Em seu nome tem um mandado de prisão temporária expedido pela justiça. Ele segue desaparecido desde o dia do crime.

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Segundo o boletim de ocorrência registrado na madrugada seguinte a morte de MC Bakka, uma cobrança de dívidas poderia ter motivado o crime. Maria Helena não acredita na hipótese. “Eles tinham uma amizade. Já haviam dividido uma quitinete lá em Ubatuba, chegaram a tocar juntos”, disse a mãe de Bakka.

Em entrevista a OVALE, Maria Helena contou que o filho e Augusto eram próximos. “Pode ter sido inveja, ciúmes, algo do tipo”, disse.

No dia do crime, MC Bakka estava com o filho, a mulher e um enteado 10 anos. Eles passaram o dia na praia, foram comer pizza e depois voltaram para a casa. “Meu filho havia ido com a família para a casa em Ubatuba, porque ele iria entregar o imóvel. Ele estava no local para devolver para a proprietária e receber o calção que havia pago”, disse.

Quando retornaram para o imóvel, a mulher e o filho de 10 anos decidiram dormir. Em depoimento à Polícia Civil, a mulher de Bakka contou que era por volta de 21 horas quando entraram. O marido e o filho de seis anos ficaram no lado de fora da casa, que fica na rua a Portuguesa Santista, no Estufa 2. Momentos depois, ela conta que foi acordada pelo garoto gritando que o pai havia sido morto a tiros.

“Meu neto viu tudo de perto. Ele conta em detalhes, disse quem foi, que ele já conhecia”, disse a Maria Helena. O menino relatou aos familiares que o pai e o suspeito conversaram e depois se despediram. No instante que Bakka virou de costas para entrar, acabou alvejado nas costas. Com a vítima no chão, o amigo teria se aproximado e efetuado um disparo na cabeça. “No corpo há ferimentos na mão, que mostram que meu filho tentou se defender do disparo” disse.

Bakka morreu na hora. Seu celular foi apreendido para perícia. O que chama a atenção de Maria Helena é que na conversa entre o filho e o suspeito, não havia sinais de desentendimento entre eles.

“Nós buscamos justiça. Eu não consigo ter nenhum sentimento de ódio. Eu só quero que ele seja preso. E explique o que aconteceu”, desabafou Maria Helena.

A Polícia Civil de Ubatuba foi procurada por telefone, mas em várias tentativas no fim da tarde desta segunda-feira (1º) não houve atendimento.

MC BAKKA

Aos 39 anos, o MC dava sinais que queria mudar de vida. A mãe conta que o filho era pai do garoto de seis anos e de um jovem de 20 anos. Ele se mudou para Ubatuba na tentativa de uma vida melhor. Foi motorista de aplicativo, depois passou a trabalhar como vendedor na praia e outros bicos. “Ele era muito alegre, feliz, extrovertido. Ganhava a todos”, disse a mãe.

Para Maria Helena foi na vida na praia que ele conheceu Augusto. Os gostos parecidos por música e o trabalho nas areias teriam feito os dois dividir uma espécie de quitinete. “Eles passaram a dividir essa casa. Mas com o tempo, o Augusto passou a levar a mulher para casa, e as coisas (comidas) passaram a sumir. Aí meu filho decidiu sair”, disse.

Com a vida difícil no litoral, Bakka teria pensado em voltar para São José dos Campos. Antes de morrer, ele teria arrumado um trabalho na cidade e decidiu então entregar a casa que morava no litoral.

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