VIOLÊNCIA

Ocorrências de estupro aumentam 55% no Vale em 2024; 70% das vítimas são vulneráveis

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Os estupros aumentaram 55,56% no Vale do Paraíba no primeiro bimestre de 2024 ma comparação com igual período do ano passado, de acordo com os dados oficiais da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo. Foram 42 ocorrências contra 27.

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Também subiu o estupro cometido contra vulneráveis – crianças, adolescentes e pessoas sem condição de se defender ou em situação de vulnerabilidade –, com alta de 17% nas ocorrências de janeiro e fevereiro: 97 em 2024 contra 83 no primeiro bimestre do ano passado.

Com isso, a quantidade total de estupros cometidos na região em dois meses passou de 110 para 139, um crescimento de 26,36%.

As vítimas classificadas como vulneráveis representam 70% dos alvos dos estupradores na região. E as mulheres são a maior parte dos alvos dos abusadores, segundo especialistas.

TENDÊNCIA DE AUMENTO.

Os casos de violência sexual tiveram uma explosão nos últimos anos na região, principalmente contra meninas e mulheres, que são as principais vítimas.

No período de janeiro de 2019 a dezembro de 2023, o Vale contabiliza 3.692 estupros (incluindo os de vulneráveis) contra 2.886 em igual período antecedente, o que representa um aumento de 28%.

“Essa questão do estupro aumentou no Brasil, em todos os estados, e também no estado de São Paulo. Uma parte disso é porque, ainda bem, as mulheres denunciam agora com mais frequência”, disse Felicio Ramuth (PSD) a OVALE, na condição de governador de São Paulo em exercício.

“Então, dentro deste número que é triste, que é um número que precisa ser melhorado, a gente tem um lado positivo que é perceber que existe uma conscientização maior das próprias mulheres sobre essas denúncias de estupro, que no passado poderiam ter passado despercebido.”

Felicio disse que o Estado está atento ao problema e que o “trabalho e a dedicação da nossa secretária [Secretaria da Mulher], das nossas forças de segurança, vão continuar para que a gente possa ter números melhores no futuro”.

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