A região do Vale do Paraíba está no radar da Defesa Civil do Estado e do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) para o risco de chuvas fortes que tragam transtornos à população, especialmente no Litoral Norte.
Acesse este link para entrar no grupo do WhatsApp de OVALE: https://chat.whatsapp.com/Cr0OaWpMsRCAOp97WpQhAD
A Defesa Civil emitiu alerta vermelho para o Vale até sábado (23), com chance de chuvas que cheguem a 250 milímetros e causem inundações e deslizamentos de terra.
Nesta quinta-feira (21), 10 cidades do Vale registraram acumulados de chuva acima da média, com estragos em algumas localidades.
Segundo a Defesa Civil, a lista traz as cidades de Jambeiro (89mm de chuva), Ilhabela (67mm), São Sebastião (64mm), Caraguatatuba (56mm), Taubaté (39mm), Paraibuna (37mm), Guaratinguetá (34mm), Aparecida (33mm), Campos do Jordão (32mm) e Natividade da Serra (29mm).
São Luiz do Paraitinga ainda registrou as maiores rajadas de vento das últimas 24h no estado, com 46 km/h.
OCORRÊNCIAS.
Chuva de forte intensidade, acompanhada de fortes rajadas de vento, ocasionou a queda de árvore e provocou pontos de alagamento em Ilhabela. Não houve vítimas.
Em São Sebastião ocorreu uma chuva de forte intensidade, também com ventos, causando quedas de árvores, uma delas em cima de uma residência. Não houve necessidade de remoção da família.
CEMADEN.
Segundo o órgão federal, com sede em São José dos Campos, é alta a possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos no Vale do Paraíba, como inundações em córregos e rios e alagamentos de vias urbanas.
“Espera-se a passagem de uma frente fria que poderá resultar em acumulados significativos de chuva ao longo do dia com possibilidade de pancadas de chuva de forte intensidade que podem gerar altos acumulados. Nesse cenário podem-se deflagrar eventos de alagamento, enxurradas e inundações dos córregos urbanos”, informou o Cemaden.
Também é alta a chance de ocorrência de movimentos de massa (escorregamento de terra) no Vale, especialmente no Litoral Norte. O motivo também é a passagem da frente fria, que pode causar “deslizamentos de terra induzidos e em encostas naturais, especialmente em encostas urbanizadas, além de possíveis ‘quedas de barreira’ às margens de rodovias”.