SANEAMENTO BÁSICO

Taubaté e São José caem em ranking nacional de saneamento, aponta Trata Brasil

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Sabesp em São José dos Campos
Sabesp em São José dos Campos

São José dos Campos e Taubaté estão entre as 50 maiores cidades brasileiras com os melhores indicadores de saneamento básico do país, segundo estudo produzido pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados. No total, a listagem traz os 100 municípios mais bem ranqueados do Brasil.

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O ‘Ranking do Saneamento Básico 2024’, que traz dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) -- ano base 2022 --, mostra que as duas maiores cidades do Vale do Paraíba tiveram um desempenho pior na comparação com o levantamento anterior.

São José dos Campos, que já ocupou a oitava posição do ranking, recuou nos dois últimos estudos e agora ocupa a 34ª posição nacional. Na comparação com o levantamento anterior, a cidade perdeu três posições.

Taubaté perdeu uma posição na comparação com o estudo anterior e ficou na 24ª colocação do país. A cidade já esteve no 17º lugar do ranking nacional.

As três cidades que lideram o ranking são Maringá (PR), São José do Rio Preto e Campinas, todas com nota máxima (10) em todos os oito indicadores do ranking.

INDICADORES.

Taubaté recebeu nota 9,03 no levantamento do Trata Brasil, com nota máxima (10) nos quesitos de atendimento de água e tratamento de esgoto, respectivamente com percentuais de 90,80% e 85,61%. No indicador de atendimento de água, a nota foi 9,37 com 92,78%.

São José dos Campos levou nota geral de 8,40, com pontuação máxima (10) em atendimento de água e tratamento de esgoto, com percentuais de 95,53% e 89,28%, respectivamente. O atendimento de água recebeu nota 9,78, com 96,79%.

A maior cidade do Vale registrou 5,98 de pontuação no índice de perda de água na distribuição, com 41,84%. Em Taubaté, a nota foi 8,43 e o índice ficou em 29,64%. As duas cidades são atendidas pela Sabesp.

BRASIL.

O ranking do saneamento do Trata Brasil, publicado desde 2009, é composto pela análise de três dimensões distintas do saneamento básico de cada município: Nível de Atendimento (Água, Esgoto e Tratamento de Esgoto), Melhoria do Atendimento e Nível de Eficiência.

“Analisando os dados é possível inferir a correlação entre o volume de investimentos e os avanços nos indicadores de saneamento básico”, diz trecho do relatório do Trata Brasil.

“Os 20 piores municípios tiveram um investimento anual médio no período de 2018 a 2022 de R$ 73,85 por habitante, cerca de 68% abaixo do patamar nacional médio para a universalização.”

Segundo o relatório, a falta de acesso à água potável atinge 32 milhões de pessoas. Mais de 90 milhões de brasileiros não possuem acesso à coleta de esgoto, refletindo em problemas na saúde da população, hospitalizadas por doenças de veiculação hídrica.

Os dados indicam que 22 municípios têm 100% da sua água tratada. Outros 18 têm mais de 99%, cumprindo, portanto, o Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

Cidades grandes têm indicadores melhores que a média nacional. A média de atendimento de água no grupo das 100 maiores cidades é de 94,92%, acima dos 84,92% da média nacional.

“Esta edição do ranking destaca que, além da necessidade de os municípios alcançarem o acesso pleno à água potável e atendimento de coleta de esgoto, o tratamento dos esgotos é o indicador que está mais distante da universalização nas cidades, mostrando-se o principal gargalo a ser superado”, disse Luana Siewert Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil.

“Temos menos de 10 anos para cumprir o compromisso de universalização do saneamento que o país assumiu para com os seus cidadãos. Ainda assim, cinco capitais da região Norte e três da região Nordeste não tratam sequer 35% do esgoto gerado. Neste ano, de eleições municipais, é preciso trazer o saneamento para o centro das discussões.”

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