A segurança pública foi um dos destaques do primeiro ano de governo na avaliação de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo.
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Sem mencionar o secretário Guilherme Derrite, exonerado do cargo na última semana, Tarcísio disse que houve uma “redução brutal” de indicadores criminais em São Paulo.
“O estado hoje tem o menor número de homicídios da sua história, desde o início da série histórica, [com taxa] menor do que 6 por 100 mil habitantes [5,94]. O estado ainda reduziu roubos e furtos ao menor patamar desde 2008, além do roubo de carga”, afirmou o governador em Campos do Jordão, onde esteve nesta sexta-feira (15) para o encerramento do 66º Congresso Estadual de Municípios.
EXONERAÇÃO.
Após promover a maior mudança nos comandos da Polícia Militar, incluindo o Vale do Paraíba, Derrite pediu para ser exonerado para retomar o cargo de deputado federal, a fim de relatar o projeto que estabelece o fim da saída temporária de presos na Câmara.
Ele vinha sendo criticado por beneficiar, na Polícia Militar, oficiais mais ligados à linha ideológica bolsonarista em detrimento de oficiais com mais experiência.
Tarcísio também nada falou sobre o aumento da letalidade policial no estado e também sobre o maior número de policiais mortos em serviço. Tampouco comentou sobre o programa de câmeras corporais, que arrefeceu em seu governo.
REGIÃO.
Sem citar a RMVale, região que se mantém na liderança da violência em São Paulo com 12,44 vítimas de homicídios por 100 mil, mais do que o dobro do índice estadual, o governador paulista disse que vários municípios aderiram ao convênio do Detecta e que o Estado agora vai “pular um degrau” e lançar o Muralha Paulista -- sistema de monitoramento por câmeras nas cidades. A RMVale vai ser a primeira região a receber o programa.
“Nós vamos sofisticar mais o nosso sistema de monitoramento, vamos ter mais inteligência para prever a ação criminosa, para dispor melhor o efetivo policial. Vamos integrar aquilo que existe de sistema de monitoramento da rede privada, do setor privado, colocar isso na nuvem e transformar isso em informação de segurança, ou seja, nós vamos dar um salto na segurança pública”, afirmou Tarcísio.
Ele ressaltou o trabalho das polícias Militar e Civil e disse que o combate ao crime organizado já está “proporcionando resultado, está mostrando seus efeitos”.
“É um trabalho que tem que ser feito de parceria como tudo, porque a gente quer tornar a vida do cidadão mais segura”, completou Tarcísio.