A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e a Fundação Florestal lançaram o projeto ‘Restaura Litoral’, que utiliza drones elétricos e cápsulas biodegradáveis nas ações de plantio de mudas.
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O objetivo é reflorestar pontos atingidos pelas fortes chuvas na costa de São Sebastião em fevereiro de 2023.
O projeto conta com apoio da Concessionária Tamoios, que sediou o lançamento oficial em sua sede, na última quarta-feira (21), e do ICC (Instituto de Conservação Costeira), que desenvolveu a proposta.
Participaram do lançamento o presidente da Cetesb, Thomas Toledo, e o diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovics, além de representantes de instituições. A Concessionária Tamoios é patrocinadora do projeto.
O encontro teve como finalidade apresentar oficialmente o projeto para as equipes que participaram de seu desenvolvimento.
A reparação foi direcionada para a recuperação ecológica das cicatrizes abertas na serra da Costa Sul de São Sebastião, num total de mais de 203 hectares a serem restaurados.
Esse é um projeto piloto e inovador que utiliza tecnologia de ponta, como drones e inteligência artificial, com articulação entre várias instituições, públicas, privadas e ONGs, com padrão internacional.
A atividade também foi apresentada aos funcionários da Concessionária Tamoios. O encontro virtual foi realizado na manhã de terça-feira (27) entre empregados e representantes do ICC. Cerca de 50 pessoas acompanharam a apresentação.
PROJETO.
A técnica proposta para o recobrimento do solo é a da semeadura aérea por drones. O modelo foi escolhido em virtude da dificuldade de acesso aos locais que serão restaurados que, em muitas vezes, não possuem trilhas ou meios de chegada por via terrestre.
A semeadura será realizada por um drone com capacidade de carregar até 20 mil biocápsulas por voo. Ao entrar em contato com a água, as biocápsulas se dissolvem e liberam as sementes dando início à germinação. Estima-se uma quantidade total de mais de 1.200 kg de sementes para abranger a área total a ser restaurada.
O cronograma dos trabalhos prevê três meses de execução e três anos de monitoramento.