Técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e do Corpo de Bombeiros vão vistoriar nesta quinta-feira (22) a Barragem dos Mottas, estrutura construída em 1962 para conter as águas do Ribeirão dos Mottas em período chuvoso e evitar enchentes em Guaratinguetá. A barragem fica no território de Aparecida e é gerida por funcionários do município.
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Com as duas cidades acumulando 125 e 114 milímetros de chuva nas últimas 24h, caso de Aparecida e Guaratinguetá, segundo a Defesa Civil do Estado, aumenta a preocupação sobre a capacidade de a barragem conseguir conter o grande volume de água, que está subindo.
A vistoria foi pedida pelo capitão Paulo Reis, comandante do Corpo de Bombeiros de Guaratinguetá. Segundo ele, os técnicos do IPT irão analisar tecnicamente a situação da barragem, com os bombeiros avaliando os pontos mais afetados pelas chuvas na região.
“Os técnicos podem fazer um relatório com medidas que devem ser adotadas, para que a gente tenha um melhor funcionamento da barragem e possa deixar a população tranquila com relação ao estado em que ela se encontra”, afirmou Reis, em vídeo publicado nas redes sociais.
O comandante disse que, ao menos por enquanto, os bairros alagados em Guaratinguetá não foram por consequência de problemas na barragem, que tem desempenhado o seu papel, mas sim das fortes e contínuas chuvas.
“A gente ainda não tem relatos que se confirmem que a barragem deu um problema para que houvesse essa cheia, isso não procede. A cheia no local foi devido ao forte volume de chuvas, mas para tranquilizar a população, eu acionei o IPT para a gente fazer uma análise para deixar as pessoas mais tranquilas em relação à barragem”, afirmou o comandante dos bombeiros.
“O ideal é que haja um plano de contingência para que quando ocorrer um determinado volume de chuvas as pessoas saiam do local”, completou Reis.
TAMANDARÉ.
Atuando no bairro da Tamandaré, um dos mais afetados pelas chuvas e que é cortado pelo Ribeirão dos Mottas, o diretor da Defesa Civil de Guaratinguetá, Crysantho Ferreira Filho, disse na manhã desta quinta que a cidade chegou a registrar 179 mm de chuva em alguns pontos, o que provocou os alagamentos.
Ele disse ainda que a Barragem dos Mottas opera normalmente, embora admita que a situação siga preocupante.
“O Ribeirão dos Mottas tem em sua cabeceira a barragem, há mais de 50 anos, para contenção de águas de chuva. A barragem continua com a operação normal e estamos conversando com Aparecida, pois há um volume maior de água. Há preocupação."
Na manhã desta quinta, o prefeito de Guaratinguetá, Marcus Soliva, convocou uma reunião emergencial com as secretarias de Obras, Meio Ambiente, Agricultura e a Defesa Civil, juntamente com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, para elaborar um decreto emergencial com medidas rápidas de enfrentamento às chuvas em Guará, cuja situação é considerada “crítica e preocupante”.