VIOLÊNCIA

Com 5.090 vítimas de homicídio desde 2010, Vale tem 19% das mortes do interior de SP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

De cada 10 homicídios que ocorreram no interior do estado de São Paulo desde 2010, duas vítimas estavam no Vale do Paraíba, região com quase 20% dos óbitos violentos nesse período.

Faça parte do canal de OVALE no WhatsApp e receba as principais notícias da região! Acesse: https://whatsapp.com/channel/0029VaDQJAL4tRs1UpjkOI1l

Não à toa, a região tem 12,44 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, a maior taxa do estado. A liderança do Vale nesse indicador vem desde 2010, quando superou todas as regiões paulistas.

A taxa do Vale no ano passado é 189% maior do que a da capital São Paulo (4,30 vítimas por 100 mil) e mais do que o dobro da taxa estadual (5,99).

Desde 2010, a região acumula 5.090 vítimas de homicídios, 19% do total do interior (27.233). No estado todo, foram 52,2 mil mortes, sendo 24,9 mil na Grande São Paulo (incluindo a capital), região com 21 milhões de habitantes – 47% da população do estado.

Com apenas 5,6% da população paulista, o Vale tem 10% das vítimas de homicídios em todo o estado desde 2010, o que dá a dimensão do desafio do governo estadual em conseguir reduzir a violência na região.

O Vale foi a região que mais aumentou a quantidade de vítimas de homicídio desde 2010, superando regiões como a de Campinas (3.985 mortes), Ribeirão Preto (3.544) e Sorocaba (3.096).

No período de 2001 a 2009, primeiros anos da série histórica da SSP, o Vale era a terceira região do interior com mais mortes por homicídio, com 3.773 óbitos, ficando atrás de Campinas (5.115), Baixada Santista (4.088) e superando por pouco a região de Piracicaba (3.676).

OUTRO LADO.

Durante passagem por São José dos Campos, em janeiro, o secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a implantação do programa ‘Muralha Paulista’ no Vale vai ajudar na queda dos indicadores criminais.

A região será a primeira do estado a receber o programa, que prevê instalar câmeras de monitoramento em todas as cidades, especialmente nas entradas e saídas de estradas e rodovias, além de outros acessos importantes.

“Vai funcionar em todo o estado. Está distribuída em quatro fases de implantação: a primeira parte estrutural e depois o software de inteligência, e já estamos fazendo alguns testes e adequando o sistema de TI para receber todas as informações”, afirmou Derrite.

“E mais do que isso, poder realizar um tratamento depois que a informação chega, para que, independente da tecnologia que os municípios já possuem, a gente possa trabalhar essa informação, resumir num único código e retornar as informações que a gente mais precisa que envolvem indicadores criminais”, completou.

Comentários

Comentários