Motociclistas, pedestres e ciclistas são as vítimas de acidentes de trânsito que mais registraram aumento nas mortes desde 2015, nas regiões metropolitanas do Vale do Paraíba e de Campinas, de acordo com o Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo).
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A meta do governo estadual ao lançar o programa em 2015 para reduzir as mortes no trânsito era vê-las cair pela metade. No entanto, há índices em crescimento nas duas regiões.
No Vale do Paraíba, os ciclistas são a única categoria com aumento nas mortes na comparação com 2015, com 12,82% -- 44 óbitos no ano passado contra 39 em 2015. Os demais tiveram queda: motos (-5%), pedestres (-10,58%) e carros (-25,61%).
O mesmo não ocorre na comparação com 2022. Há crescimento nos óbitos nas quatro categorias, com mais preocupação para os pedestres (16,25%), ciclistas (12,82%), carros (7%) e motos (2%).
Em 2015, as motos representavam 35,76% das mortes no trânsito no Vale e passaram a 40,45% em 2023, um salto de 13%. As bicicletas eram 9% e subiram para 12%, alta de 34,69%. Os pedestres passaram de 24% para 26%, um aumento de 6,7%.
Na RM Campinas, o quadro é um pouco diferente. As bicicletas e motos tiveram os maiores aumentos em 2023 na comparação com 2015. Os ciclistas passaram de 27 para 61 (126%) e os motociclistas de 350 para 462 (32%). A morte de pedestres caiu 16% e nos carros recuou 3%.
Os pedestres lideram o aumento de mortes na comparação de 2023 com 2022, com alta de 8% (205 para 222 óbitos). As motos subiram 2,2% (452 para 462) e os carros aumentaram 1,2% (245 a 248). Já as bicicletas tiveram redução de 20,78% (77 a 61).