CONFRONTO

Tiroteio, perseguição e droga: como foi a ação na zona leste que gerou onda de violência

Por Da redação | São José dos Campos
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Reprodução
Luã Henrique tinha passagem pela polícia
Luã Henrique tinha passagem pela polícia

Como foi a ocorrência que se tornou o estopim da onda de violência em São José dos Campos?

De acordo com boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, ao qual OVALE teve acesso, Luã Henrique Rosa Góes, 34 anos, foi morto com um tiro no tórax após supostamente ter atirado contra policiais militares de Jacareí que estavam na zona leste de São José, no Jardim São José 2, bairro conhecido como 'CDD (Cidade de Deus)', participando de uma operação chamada “Enfrentamento contra a Letalidade Violenta”.

Durante patrulhamento pela rua Airton Senna da Silva, no Jardim São José 2, os policiais afirmaram que viram um homem a pé que teria tentado fugido entre as casas ao perceber a viatura da PM.

Dois policiais desceram da viatura e perseguiram o homem até uma residência. Eles efetuaram varredura nos fundos da casa, onde havia outras casas e barracos, quando se depararam com o fugitivo, que teria atirado em direção aos policiais.

Os tiros foram repelidos pelos policias – ao menos quatro disparos – e o homem caiu no chão, segundo o relato da PM. Ele estaria portando uma pistola calibre 9 mm e teria sido desarmado. O resgate foi chamado.

Os policiais relataram ainda que encontraram uma mochila próxima a um dos barracos e, no interior dela, foram localizados 2.000 papelotes com cocaína, 220 pinos com cocaína e 449 papelotes de maconha, tudo embalado para a venda, além de uma arma de fogo do tipo revólver calibre 38, municiado.

A autoridade policial foi chamada, determinando a preservação do local até a chegada da perícia. Policiais do 46º BPMI, de São José, foram acionados para auxiliar na preservação do local. No entanto, as armas e as drogas apreendidas foram apresentadas diretamente na delegacia pelos policiais.

Após a morte de Luã Henrique, moradores do Jardim São José 2 convocaram um “ato pacífico” para protestar contra o óbito. Em convocação pela internet, eles chamaram Luã de “vítima do estado” e pediram “Justiça, parem de nos matar”.

A manifestação acabou com pessoas ateando fogo em pneus em uma via do bairro. Entre quinta e sexta-feira (19), três ônibus do transporte coletivo foram atacados na zona leste, sendo dois deles completamente incendiados.

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