Paraibuna tornou-se um dos principais pontos de investigação sobre o paradeiro do helicóptero modelo Robinson R44 que sumiu dos radares enquanto viaja de São Paulo para Ilhabela, no último domingo (31). O piloto e três passageiros estão desaparecidos.
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As buscas chegam ao sétimo dia neste domingo (7) ainda sem qualquer vestígio da aeronave desaparecida.
Uma moradora de Paraibuna disse a OVALE que viu um helicóptero “voando de forma estranha” na tarde de domingo (31). A aeronave tinha características semelhantes às do helicóptero que desapareceu e foi vista passando pelo bairro da Grama.
“Aqui no bairro geralmente os helicópteros passam em outra direção. Esse vinha da direita, sentido Fazenda da Comadre para o litoral. Só que quando avistei, achei estranho, parecia que a calda estava torta, meio de lado. Achei estranho e o acompanhei até sair da minha visão”, disse a moradora.
O bairro da Grama fica a cerca de 12 quilômetros do centro de Paraíba e a cinco quilômetros do ponto mais próximo da Represa de Paraibuna.
POUSO DE EMERGÊNCIA
Neste sábado (6), a Polícia Civil encontrou o local em que o helicóptero fez um pouso de emergência antes de retomar voo e desaparecer. O ponto fica justamente em Paraibuna, perto da represa.
Contudo, os policiais não encontraram nenhum vestígio do helicóptero ou das quatro pessoas que estavam nele. Se fossem encontrados objetos, as buscas seriam feitas por equipes terrestres.
A Polícia Civil também instalou uma base de monitoramento em Paraibuna para concentrar os trabalhos de investigação. Trata-se de uma unidade móvel equipada com alta tecnologia, como monitores, drones com infravermelho e super zoom e comunicadores. As imagens são analisadas em tempo real por uma equipe da Divisão de Operações Especiais de Polícia.
Os policiais chegaram a investigar um objeto identificado por um drone no sábado (6), em meio às árvores, mas que depois foi descartado como sendo um tronco de madeira.
OPERAÇÃO DE BUSCA
Até sábado (6), a FAB (Força Aérea Brasileira) completou 47 horas de buscas pelo helicóptero, varrendo uma área de cinco mil quilômetros quadrados na região.
Comandada pelo 2°/10° GAV (Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação – Esquadrão Pelicano), a operação ganhou o reforço, neste sábado, do helicóptero H-60 Black Hawk, do 5º/8º GAV (Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação – Esquadrão Pantera), com nove tripulantes.
O avião SC-105 Amazonas da FAB possui um radar capaz de realizar buscas sobre terra ou mar, com alcance de até 360 quilômetros. Quinze militares especializados participam da operação.
O Comando de Aviação da Polícia Militar e o Cavex (Comando de Aviação do Exército), que tem sede em Taubaté, também participam das buscas, que são realizadas na região da Serra do Mar entre Paraibuna e Caraguatatuba.