A Petrobras confirmou o caso do trabalhador que encontrou um escorpião vivo na fruta que foi servida como sobremesa na terça-feira (28), no restaurante principal da Revap, em São José dos Campos. Segundo a empresa, o local passou por uma inspeção antes e depois do acontecimento. O caso foi divulgado ontem (1), nas redes sociais do Sindipetro.
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"Uma situação totalmente inadmissível, que representa uma ameaça real à segurança dos trabalhadores. Afinal, esse episódio poderia ter tido um desfecho bem sério, caso o trabalhador estivesse distraído e não visse o escorpião a tempo. É preciso que a empresa tome providências urgentes e fiscalize as condições de armazenamento e preparo da alimentação servida", disse a publicação do sindicato.
Questionada pelo OVALE, a empresa disse que assim que soube do caso, imediatamente recolheu a refeição e realizou uma nova inspeção que não identificou mais nenhum animal.
"Cabe destacar que a Vigilância Sanitária de São José dos Campos havia realizado uma inspeção no restaurante no dia 21/11, na qual não foi identificada nenhuma irregularidade quanto aos procedimentos de produção e higiene do local. Salientamos que a execução e fiscalização do fornecimento de alimentação na unidade é realizada conforme os padrões e leis vigentes. A companhia reforça seu compromisso com a atenção total às pessoas", disse a nota.
OUTRAS DENÚNCIAS
A OVALE, o presidente do Sindipetro, Rafael Prado, também informou que tem recebido diversas denúncias relacionadas a Revap e que cobra um posicionamento da empresa sobre essas demandas.
"Temos recebido denúncias relacionadas a qualidade dos fornecedores. Além disso, comparamos o contrato com outras refinarias do estado e ele é inferior, apesar da Revap ser uma das refinarias mais lucrativas. Recebemos denúncias de que a empresa contratada está trabalhando com efetivo abaixo do exigido no contrato. O sindicato recebeu denúncias de que a empresa realizou demissões no primeiro mês de vigência do contrato e segue sem cumprir o efetivo mínimo exigido, sobrecarregando os trabalhadores, infelizmente, não representamos esses trabalhadores. São vítimas da precarização do contrato e os baixos valores negociados entre Petrobrás e Pronutri", comentou o presidente.
Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia se pronunciou sobre essas demandas. Caso haja uma resposta, a matéria será atualizada.