Antes de completar 70 anos, Maria Figueiredo descobriu um tumor maligno num dos seios. O nódulo era pequeno e foi extraído numa cirurgia, com o tratamento sendo determinado logo em seguida. “Vamos enfrentar mais uma batalha”, disse ela, confiante na recuperação.
O câncer na mama só foi descoberto porque a dona de casa faz regularmente a mamografia preventiva. E foi justamente neste exame que o nódulo foi detectado.
Segundo médicos, a mamografia é a principal aliada da mulher na prevenção ao câncer de mama, especialmente no diagnóstico precoce da doença.
A rapidez na detecção da doença faz toda a diferença no prognóstico. As estimativas médicas apontam que, quando o câncer de mama é descoberto em estágios iniciais, as chances de cura podem ser superiores a 95%.
Criada no início da década de 1990 e presente no Brasil desde 2002, a campanha ‘Outubro Rosa’ desempenha papel fundamental na disseminação da informação sobre o segundo tumor mais frequente no mundo e o que tem maior incidência nas mulheres.
A estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é de 1.600 novos casos de câncer de mama por ano no Vale do Paraíba, com 60 mil novos diagnósticos no país anualmente.
Para o oncologista Gilberto Amorim, da Rede D’Or, a mamografia precisa ser desmistificada até para as mulheres.
“Vemos casos de mulheres que evitam o exame devido à dor que ele provoca ou ao medo da exposição à radiação, apesar do procedimento ser comprovadamente seguro e indicado pelos melhores especialistas como a principal forma de prevenção.”
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres, a partir dos 40 anos, façam a mamografia regularmente.
Segundo Amorim, outro alerta necessário é de as mulheres confiarem que o autoexame é suficiente para o rastreamento do câncer.
“Quando se consegue detectar o caroço com o toque, isso significa que a doença já não está em uma fase inicial. O autoexame pode levar mulheres à falsa sensação de estarem saudáveis quando o tumor já existe, mas não é possível sentir pelo toque”, afirmou o oncologista.