OUTUBRO ROSA

Mamografia é principal aliada contra câncer: diagnóstico rápido eleva chance de cura

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / Claudio Vieira / PMSJC
Paciente da rede pública de saúde faz exame de mamografia em São José
Paciente da rede pública de saúde faz exame de mamografia em São José

Antes de completar 70 anos, Maria Figueiredo descobriu um tumor maligno num dos seios. O nódulo era pequeno e foi extraído numa cirurgia, com o tratamento sendo determinado logo em seguida. “Vamos enfrentar mais uma batalha”, disse ela, confiante na recuperação.

O câncer na mama só foi descoberto porque a dona de casa faz regularmente a mamografia preventiva. E foi justamente neste exame que o nódulo foi detectado.

Segundo médicos, a mamografia é a principal aliada da mulher na prevenção ao câncer de mama, especialmente no diagnóstico precoce da doença.

A rapidez na detecção da doença faz toda a diferença no prognóstico. As estimativas médicas apontam que, quando o câncer de mama é descoberto em estágios iniciais, as chances de cura podem ser superiores a 95%.

Criada no início da década de 1990 e presente no Brasil desde 2002, a campanha ‘Outubro Rosa’ desempenha papel fundamental na disseminação da informação sobre o segundo tumor mais frequente no mundo e o que tem maior incidência nas mulheres.

A estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é de 1.600 novos casos de câncer de mama por ano no Vale do Paraíba, com 60 mil novos diagnósticos no país anualmente.

Para o oncologista Gilberto Amorim, da Rede D’Or, a mamografia precisa ser desmistificada até para as mulheres.

“Vemos casos de mulheres que evitam o exame devido à dor que ele provoca ou ao medo da exposição à radiação, apesar do procedimento ser comprovadamente seguro e indicado pelos melhores especialistas como a principal forma de prevenção.”

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres, a partir dos 40 anos, façam a mamografia regularmente.

Segundo Amorim, outro alerta necessário é de as mulheres confiarem que o autoexame é suficiente para o rastreamento do câncer.

“Quando se consegue detectar o caroço com o toque, isso significa que a doença já não está em uma fase inicial. O autoexame pode levar mulheres à falsa sensação de estarem saudáveis quando o tumor já existe, mas não é possível sentir pelo toque”, afirmou o oncologista.

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