ENTREVISTA

São José deve abrir entre 2.000 e 2.500 vagas temporárias, diz presidente do Sincomércio

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Bate-papo. José Maria de Faria, 82 anos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São José dos Campos, em frente à sede da entidade
Bate-papo. José Maria de Faria, 82 anos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São José dos Campos, em frente à sede da entidade

Em uma tarde abafada, José Maria de Faria, mais conhecido como ‘Faria’, de 82 anos, presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de São José dos Campos, recebeu na sede da entidade na última terça-feira a reportagem de OVALE.

O sindicato, situado na movimentada avenida 9 de Julho, na região central de São José, completa 80 anos de atuação e hoje está sediado em um amplo espaço, à disposição dos filiados. Os benefícios vão de sala de reuniões, auditórios, até mesmo estúdio de Web TV para gravação.

Na sala da presidência, no primeiro andar deste prédio elegante, Faria destacou qual a atuação de um dos sindicatos joseenses mais tradicionais, falou sobre a defesa dos pequenos comerciantes e outros assuntos. Confira:

ATUAÇÃO.

“Quem mais precisa da gente [Sincomércio] é o pequeno varejista. Temos o grande, né, que são esses supermercados gigantes que constroem suas lojas em questão de meses; temos o médio, que é algo em torno de 20, 30 ou 40 funcionários; e abaixo disso são os pequenos. Mas minha atuação é mais focada nestes pequenos. Atendo a todos, vou em reuniões de patronato, me reúno com os empregados, mas em os critérios sempre reafirmo que o pequeno comerciante é quem mais precisa da gente”.

SINDICATO ATUANTE.

“Nós somos atuantes. O [presidente] Lula sempre fala sobre a existência de sindicatos de gaveta. Nós não, já provamos que não somos. Temos serviços prestados à comunidade e com uma atuação que já ultrapassa os 75 anos. Eles se referem muito, em outro termo muito usado, aos ‘sindicatos de papel’, que usam da nomenclatura apenas para faturar. Não é nosso caso. Aqui, muitas vezes a gente tira dinheiro do bolso para manter.”

CRISE NO SINDICALISMO.

“Eu acredito que existe, sim [uma crise no sindicalismo]. Existe aquele sindicalismo que faz greve e tudo mais. Aqui, eu jurei desde que assumi que não deixaria mais nenhuma greve acontecer. É horrível você estar pronto para abrir o calçadão e chegar aquele pessoal do ABC, com uns porretes enormes, impedindo a abertura de tudo. Isso aconteceu aqui já, no meu sindicato. Prometi que esses problemas nunca mais iriamos enfrentar”.

COMÉRCIO EM SÃO JOSÉ

“Acredito que ainda estamos nos recuperando do que foi a pandemia. Foi muito difícil aquela fase de abrir e fechar. Mas eu vejo com bons olhos as ações que a prefeitura vem fazendo para fomentar nosso comércio. Gosto muito do Anderson [Farias, prefeito de São José] e tudo o que ele fez na região central. As obras que remodelaram aquela região ficaram incrível. O comerciante só tem a ganhar, já recebi vários elogios de varejistas que, em um primeiro momento, criticaram [as obras no centro].”

VAGAS TEMPORÁRIAS.

“Esse ano, com todo desemprego que está tendo, li que chegamos aos 18 milhões de desempregados. Caso isso se confirme, vamos ter entre 2.000 e 2.500 vagas abertas no período do final do ano [com vistas ao Natal]. São as chamadas ‘vagas temporárias’, né. Aí, em janeiro a tendência é que permaneçam alguns, já que os comerciantes usam os bons empregados para cobrir férias daquele que está há mais tempo. Alguns têm um rendimento tão bom que acabam ficando em definitivo. Mas a estimativa que fazemos para esse período – o que sempre pode mudar – é entre 2.000 e 2.500”.

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