IGREJA

Com foco na religião e sem polarização, Aparecida transforma região em capital da fé

Por Xandu Alves | Aparecida
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Romeiros na festa de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional
Romeiros na festa de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional

Aparecida transforma o Vale do Paraíba em capital nacional da fé, em outubro, com a festa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil.

A expectativa do Santuário Nacional é receber quase 300 mil pessoas até o dia 12, quando será realizada a missa solene da festa, a consagração e a procissão solenes e o show pirotécnico.

As atividades começaram no dia 3 de outubro com a novena preparatória e seguem até a próxima quarta-feira, com o encerramento do período de preparação. A novena diária tem missas às 15h e às 19h.

Na quarta, às 19h, a missa terá como pregador o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, e depois a procissão memória até a Capela São Geraldo. Dom Orlando também participará de missa do dia 12 de outubro.

No dia da festa, na quinta, a programação começa logo às 4h50 com a alvorada, seguida de sete missas entre 5h e 20h, quando será realizada a celebração de encerramento, precedida pela oração do Ângelus e a procissão solene.

Peregrinos de todos os lugares do Brasil já começam a chegar a Aparecida nos dias que antecedem a grande festa da santa. Romeiros e ciclistas rumam em direção ao Santuário Nacional pelas principais rotas de peregrinação na região.

Pela Rodovia Presidente Dura, principal acesso a Aparecida, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estima que mais de 30 mil peregrinos cruzem a estrada em direção à cidade. Neste ano, a PRF instalou câmeras para fazer sua própria contagem dos peregrinos.

Os agentes reforçaram a segurança para evitar acidentes com os romeiros, que contam com tendas de atendimento montadas por voluntários, em pontos específicos da rodovia.

Entre as orientações da PRF, os peregrinos devem usar roupas claras para aumentar a visibilidade, caminhar no sentido contrário ao fluxo de veículos e procurar andar em fila indiana, além de ter em mão uma lanterna e programar o percurso a ser feito.

MENSAGEM

Ao contrário da festa de 2022, marcada por ataques e conflitos com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, as celebrações deste ano tendem a ocorrer em clima mais pacífico. O tema deste ano é “Maria, ensinai-nos que vocação é graça e missão”.

A expectativa do Santuário Nacional é fazer uma festa sem polarização política e mais voltada à espiritualidade e à fé popular, que estão nas raízes da devoção a Nossa Senhora Aparecida.

A festa não terá nenhuma restrição com relação à pandemia e os devotos poderão participar livremente de todas as missas e celebrações.

“O tema deste ano foi formulado como uma súplica, como uma prece dirigida a Nossa Senhora. Nós acreditamos nisso. Que Nossa Senhora nos ensina a viver a nossa própria vocação como graça e como missão”, disse o padre Eduardo Catalfo, reitor do Santuário Nacional.

Pregador do primeiro dia da novena, dom Mauricio da Silva Jardim, bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT), destacou o tema da festa como o componente principal da reflexão proposta pela festa neste ano.

“Vocação e Missão são temas inseparáveis. Não tem como separar a minha vocação de batizado com a missão que Deus nos confia”.

Para ele, é importante escutar o chamado de Deus em nossa vida. “Tem dois lados: uma iniciativa que é divina e uma resposta que é humana, é uma combinação entre uma iniciativa de Deus que nos chama e o nosso sim que Deus espera”.

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