INVESTIGAÇÃO

Polícia ouve depoimento de credores do professor Pardini; endividado, ele se suicidou

Por Da Redação | São José dos Campos
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Reprodução
Professor Marcelo Pardini, 40 anos, encontrado morto em São José
Professor Marcelo Pardini, 40 anos, encontrado morto em São José

A Polícia Civil está ouvindo o depoimento de dois homens a quem devia dinheiro de apostas o professo Marcelo Pardini, de 40 anos, encontrado morto em São José dos Campos no último dia 14, em uma área de mata no Jardim Aquárius, zona oeste da cidade. A principal suspeita do Departamento de Homicídios, que é  responsável pela investigação, é que Marcelo tenha cometido suicídio após ter sido pressionado pelos credores – ele teria sido abordado e colocado dentro de um carro, mas depois teria conseguiu fugir; o suicídio teria ocorrido na sequência.

Os credores estão depondo nesta segunda-feira (25), de acordo com a polícia.
“Foi instaurado um inquérito para apurar a conduta deles. É muito cedo para falar sobre o que pode ser. Tem um inquérito aberto e específico só para investigar essa conduta”, afirmou o delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pelo caso.

Um áudio de nove segundos enviado via WhatsApp é uma peça importante na investigação sobre a morte do professor. "Por favor, eu tô fugindo, tô fugindo, me ajuda pelo amor de Deus", diz Marcelo em mensagem enviada, com a voz ofegante, a um familiar no dia 6 de setembro. É o último registro dele com vida. O áudio foi obtido por OVALE e confirmado pela polícia.

Antes de tirar a própria vida, o professor teria sido colocado em um carro por homens que estavam cobrando uma dívida relacionada a apostas, de acordo com pistas da investigação da Polícia Civil. O áudio teria sido enviado momentos depois de Marcelo ter conseguido se desvencilhar dos cobradores, como um pedido de ajuda a um primo. A polícia acredita que a vítima, que tinha vício em jogos, tenha se desesperado e cometido suicídio.

Leia mais: 'Me ajuda', diz professor em áudio antes da morte https://sampi.net.br/ovale/noticias/2787680/vale-do-paraiba/2023/09/me-ajuda-em-audio-antes-da-morte-professor-disse-estar-fugindo-de-sequestro-ouca

Encontrado no último dia 14, após uma semana de desaparecimento, o corpo do professor foi sepultado um dia depois no Cemitério Horto São Dimas, no Jardim Ismênia, bairro da zona leste de São José dos Campos.  Marcelo, que além de professor também era escrivão concursado da Polícia Civil, deixou um filho de 11 anos. Ele era apaixonado por esportes e também dava dicas no Youtube para quem quer passar em concursos.

O CASO.

Em 6 de setembro, no dia do desaparecimento, Marcelo parecia em uma busca desesperada por dinheiro. Naquela manhã, de acordo com o boletim de ocorrência registrado pela irmã, o professor teria forçado a própria mãe a assinar um documento que transferia para ele o carro dela, saindo de casa logo em seguida. Mais tarde, ele enviou uma mensagem via WhatsApp para a irmã, pedindo R$ 500. Por volta das 18h15, o primo recebeu uma chamada, informando que Marcelo havia sido sequestrado e estava sob ameaça, com resgate estipulado em R$ 1.300.

De acordo com a família, Marcelo teria dívidas por conta do 'vício' em jogos, de acordo com a família. À reportagem, a irmã do professor, Daniela Pardini, disse que pessoas que teriam emprestado dinheiro para que ele fizesse apostas em jogos já entraram em contato com a família – alguns deles usando tom ameaçador. “Eu e a minha família temos recebido cobranças em tom de ameaça”, disse a irmã à reportagem.

O corpo de Marcelo foi encontrado na manhã de 14 de setembro nas proximidades do córrego Senhorinha, em uma área próxima à rotatória da avenida Comendador Vicente Penido, perto de onde o professor morava. Os documentos de Pardini foram encontrados na vestes da vítima e a família, posteriormente, reconheceu o corpo.

Combate ao Suicídio: O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. O telefone é 188 e o site é o www.cvv.org.br.

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