CRIME

Homem preso por morte de mulher e filho no Vale é descrito como controlador e instável

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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Reprodução
Anderson Paro Soares Monteiro foi preso por duplo homicídio
Anderson Paro Soares Monteiro foi preso por duplo homicídio

Controlador, emocional e financeiramente instável e com distúrbios de saúde mental.

Assim é descrito Anderson Paro Soares Monteiro, 55 anos, o principal suspeito de ter matado, a facadas, a companheira e o filho em São Sebastião, no sábado (16).

A massoterapeuta Mariana Ramires do Nascimento, 34 anos, e o filho Giordano Ramires, 8 anos, foram encontrados mortos na cama, na casa da família, com ferimentos no pescoço.

Mariana era de São José dos Campos e morava no Litoral Norte com Anderson, que foi encontrado pelos policiais do lado de fora da residência, com ferimentos de faca no pescoço. Ele, que teria tentado se matar após o crime, foi preso em flagrante por duplo homicídio.

PAULISTA

Anderson é natural de Penápolis, cidade do interior de São Paulo com 63 mil habitantes, que fica na região de Araçatuba. Ele tem familiares na cidade.

A ocupação de Anderson seria a de massoterapeuta, a mesma de Mariana. Sem emprego fixo, segundo relatos de familiares da mulher, ele obrigaria a família a se mudar constantemente de residência.

Por ocasião da prisão de Anderson, os policiais encontraram na casa da família documentos relatando problemas de saúde mental dele, além de remédios.

Nas mãos de Mariana e Giordano, os peritos encontraram dois crucifixos, além de uma faca. A perícia encontrou ainda marcas de sangue dentro de um carro que estava estacionado na garagem da residência.

De acordo com o relato de um vizinho, Anderson teria entregado três celulares com as senhas desbloqueadas. Os aparelhos foram apreendidos e passarão por análise.

CONTROLADOR

Em entrevista à Band, o pai de Mariana, Gervásio Nascimento, disse que Anderson proibiu a filha de com parentes. Nascimento afirmou ainda que a imposição fez com que ele só conhecesse o neto no dia do velório do menino.

“Ao longo desses 10 anos eu fui fazendo pesquisas sobre Anderson e vi que não era boa pessoa. Ele proibiu a mulher de falar com familiares. Fiquei oito anos sem falar com a minha filha e não conhecia o meu neto. Ela deu as costas para a família”, disse ele.

“Estou me sentindo destroçado. Perdi meu neto e só o conheci no dia do velório”, completou o pai de Mariana.

Anderson deve ser indiciado por feminicídio e homicídio.

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