Uma grande confraternização com a troca de materiais, conhecimentos e experiências.
É assim que os organizadores definem a primeira oficina de troca de sementes e mudas, promovida na última semana, em Santa Branca, pelo Instituto H&H Fauser.
Trata-se de atividade de sensibilização dos proprietários rurais dentro do projeto do Diagnóstico Socioambiental da Sub-bacia do Córrego São Joaquim, que vem sendo desenvolvido na cidade com recursos do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos).
Para a oficina, proprietários rurais foram convidados a trazer mudas e sementes, tanto de árvores quanto de hortaliças e outras plantas, tendo como objetivo a mobilização e a conscientização para a questão da restauração florestal de APP (Áreas de Proteção Permanente) no âmbito da sub-bacia.
“As feiras de trocas de sementes têm se ampliado no meio rural, como importantes oportunidades para a troca de materiais, experiências e contatos, formando redes de relacionamento”, disse Renier Marcos Rotermund, que integra a equipe técnica do Instituto H&H Fauser.
“Esta foi a primeira vez que um evento desse tipo ocorreu em Santa Branca e ao final, pudemos constatar que a maioria dos presentes acabou recebendo alguma muda.”
A ação ocorreu dentro do evento Conexão Agro, promovido pelo Sindicato Rural de Santa Branca e pelo Departamento de Turismo e Agricultura da prefeitura.
Segundo Rotermund, o diálogo com os produtores demonstrou que muitos deles estão preocupados em cuidar de suas nascentes e têm interesse pela proposta.
PROJETO
Quando concluído, o Diagnóstico da Sub-bacia do Córrego São Joaquim deverá caracterizar a situação socioambiental do principal curso d’água que cruza a cidade de Santa Branca.
O trabalho de pesquisa e a sensibilização, formação e mobilização da população visa recuperar e preservar os recursos naturais, em especial da água, e a elaboração de projetos de restauração das áreas de preservação permanente.
No prazo de um ano, a partir de abril de 2023, a equipe do Instituto H&H Fauser vai mapear a situação socioambiental da bacia e fazer propostas e planos de recuperação e preservação dos recursos hídricos.
“Com base nas informações levantadas, vamos produzir um diagnóstico, com referências que orientarão o município na tomada de decisões e formulação de políticas públicas para a sub-bacia e seu entorno”, afirmou Amely Fauser, presidente do Instituto.
Segundo ela, entre setembro e novembro desse ano, outras oficinas serão realizadas, tendo como temas a restauração florestal, as agroflorestas como oportunidade na restauração e o tratamento de água em pequenas propriedades rurais.