A médica Thallita da Cruz Fernandes, de 28 anos, encontrada morta dentro de uma mala na sexta-feira (18), costumava fazer críticas ao machismo nas redes sociais, além de se posicionar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela também criticava o negacionismo durante a pandemia da Covid-19, defendendo o uso de máscara, o isolamento social e depois a vacinação.
Nascida em Guaratinguetá, ela se formou médica em 2021 pela Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) e trabalhava num plantão na cidade vizinha de Bady Bassitt, distante cerca de 20 km de onde morava, em um condomínio na Vila Imperial, bairro nobre de São José do Rio Preto.
O namorado dela, um rapaz de 26 anos, é o principal suspeito do crime. Ele está desaparecido desde a tarde anterior ao corpo de Thallita ser encontrado pela Polícia Militar.
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POSTURA
Nas redes sociais, Thallita costumava fazer propaganda de chocolates caseiros vendidos pela avó, fazer posicionamentos políticos e compartilhar conquistas profissionais.
No Facebook, a médica protestava contra o ex- presidente Jair Bolsonaro (PL), com parte das suas publicações acompanhada de #EleNão. Na pandemia de Covid-19, defendia as medidas de isolamento social, uso de máscara e a vacinação.
Em alguns posts, Thallita republicou páginas sobre feminismo e fazia críticas à “cultura machista”. “Não adianta vir dar parabéns no dia 8 de março e ser um babaca”, escreveu em seu perfil.
Em 2015, a jovem também compartilhou uma reflexão que escreveu para contestar a comemoração de mortes de suspeitos.
“Bandido bom é bandido morto? Hum… Bandido seria aquele que não cumpre leis, certo? Então aquela sua sonegada nos impostos, aquela paradinha em local proibido com seu carro, aquele RG falso (…) Acho melhor pensar mais um pouquinho”.
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