MORADIA

Com perspectiva de ampliação, famílias do Mandela começam a se mudar para os embriões

Por Débora Brito | Campinas
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Reprodução
Famílias começam a se mudar para os embriões do Residencial Nelson Mandela
Famílias começam a se mudar para os embriões do Residencial Nelson Mandela

Em meio a um canteiro de obras e correndo contra o tempo, as famílias da ocupação Nelson Mandela começaram a se mudar para o residencial dos embriões de 15 m², em Campinas. Na última semana, pelo menos 25 famílias já se instalaram nas novas moradias.

Ao todo, o condomínio vai abrigar cerca de 500 moradores da ocupação que foi alvo de um processo de reintegração de posse. O prazo dado pela Justiça para conclusão da transferência é 60 dias e termina na segunda quinzena de agosto. As mudanças estão ocorrendo de forma gradual à medida que os embriões ficam prontos. Algumas unidades ainda estão em fase de acabamento.

Após anos de luta por moradia e da tensão em torno da remoção da área onde vivem atualmente, o clima na comunidade é de alívio.  “Estou muito feliz, é uma sensação muito boa. Estou mudando para o que é meu agora”, disse Maria Luíza Batista, 50 anos.

O foco dos moradores nesse momento é concluir as mudanças, mas eles continuam na expectativa de ampliar as casas. “É um momento novo. O pessoal está muito contente com esse processo. O embrião continua do mesmo tamanho, mas a ideia é que ele aumente se torne uma grande casa para todas as famílias”, disse Thamires Ramos, uma das lideranças da comunidade Nelson Mandela e das Brigadas Populares.

AMPLIAÇÃO.

Enquanto as famílias mudam, uma equipe técnica com arquitetos e outros profissionais que assessoram a comunidade está atuando para sugerir melhorias e esclarecer dúvidas junto à Cohab (Companhia de Habitação Popular de Campinas) em relação às plantas apresentadas pela prefeitura para ampliação dos embriões.

O município ofereceu três opções de aumento das casas para escolha das famílias, mas os moradores não assinaram nada ainda e preparam uma quarta proposta com a possibilidade fazer sobrados. A comunidade também recebeu duas propostas de apoio do governo federal. Uma delas é a modalidade “entidades” do programa Minha Casa, Minha Vida, que é voltada para organizações sociais, e a outra seria um empréstimo à prefeitura.

O movimento afirma que as possibilidades ainda estão na mesa e que o município demonstrou abertura para acatar o apoio da União. “A ideia é não fechar nenhuma porta. A luta é por moradia digna. Se vai vir do município ou do governo federal, não importa. Estamos aqui para ver se a prefeitura vai realmente fazer a parte dela ou se precisaremos recorrer a outros meios”, disse Thamires Ramos.

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