SAÚDE

Relatório da OPAS aponta aumento de 30% nos casos de ansiedade após a pandemia

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

A Covid-19 provocou aumento de até 35% nos diagnósticos dos transtornos de ansiedade e depressão nos países da América Latina, segundo o relatório 'Uma Nova Agenda para a Saúde Mental da Região das Américas', da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

Segundo a Opas, os problemas de saúde mental se agravaram na pandemia em razão do crescimento do desemprego, da insegurança financeira, do luto pela perda de pessoas, da preocupação constante, além da tristeza de conviver em um das maiores crises sanitárias da história.  A organização cobra dos governos mais investimentos na área de saúde mental.

O documento informa que 8 em cada 10 pessoas com problemas graves de saúde mental não tiveram acesso adequado a tratamentos necessários durante a pandemia.

Os dados fizeram a entidade  recomendar 10 ações e pedir para que os líderes de cada país das Américas coloquem a saúde mental no topo de prioridades de suas respectivas agendas de governo.

Algumas das recomendações incluem integrar a saúde mental a outras políticas do Estado, investir em pesquisa e em coleta de dados sobre o assunto, resguardar os direitos humanos daqueles que sofrem com esse tipo de problema e tratar o racismo e a discriminação racial como fatores que estão ligados à saúde mental.

"Antes da pandemia, problemas de saúde mental, limitações estruturais e barreiras de acesso a serviços de saúde mental e bem-estar de qualidade, além da falta de financiamento, já contribuíam de maneira significativa e crescente para os problemas gerais de saúde da Região; as Américas são a única Região da OMS (Organização Mundial da Saúde) onde as taxas de suicídio têm aumentado", diz trecho do documento da Opas.

A investigação revelou que quadros de depressão e ansiedade são a 3ª e 4ª principais causas de incapacidade na população dos países das Américas e que o álcool é responsável por 5,5%  de todas as mortes de pessoas que vivem na região.

Além disso, de acordo com o relatório da entidade, a taxa regional de suicídio ajustada por idade aumentou 17% entre 200 e 2019, e a prática "tira a vida de 100 mil pessoas por ano", em toda a região.

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