A chegada do técnico italiano Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira parece questão de tempo. Embora não oficialmente confirmada, ela deve acontecer entre janeiro e junho de 2024, de acordo com as conversas de bastidores da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Por um lado, existe a alegria dos dirigentes por convencerem o técnico do Real Madrid a aceitar o desafio de comandar o time canarinho. Entretanto, também há um lado negativo: o ciclo de preparação para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México.
Afinal de contas, o ciclo não vai ficar completo e a preparação com o novo comandante vai ficar incompleta, embora isso não fosse uma novidade. Por exemplo, para a Copa de 2018, Tite assumiu em 2016, após demissão de Dunga, embora em um contexto diferente.
Desta vez, após o fracasso na Copa de 2022, a CBF passou a procurar um nome de peso e de consenso. Sem o espanhol Pep Guardiola, Ancelotti passou a ser a bola da vez, mas ele tem contrato com o Real Madrid até junho de 2024 e já disse que pretende cumprir.
Entretanto, a equipe vem sendo comandada interinamente por Ramón Menezes, técnico do time sub-20. E os resultados não são dos mais animadores, afinal, já perdeu dois jogos e para seleções mais fracas, caso de Marrocos (2 a 1) e mais recentemente Senegal (4 a 2).
O PREÇO DA ESPERA.
Então, existe uma quase unanimidade quanto ao nome de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, mas fica a dúvida sobre o tempo de espera. Inclusive, as Eliminatórias para a Copa do Mundo começam em setembro e, no ano que vem, se assumir no meio do ano, vai pegar a Copa América já também em andamento.
Assim, a Seleção Brasileira fica com um preparativo incompleto para o Mundial de 2026. E a pressão aumenta à medida que o time canarinho vai aumentando o tempo sem título.
Na próxima Copa, o Brasil vai completar 24 anos de jejum desde o último título, quando foi pentacampeão na Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul em 2002.
Ao menos, novos talentos estão sendo testados e alguns atletas que Ancelotti já conhece estão no time canarinho de Ramón Menezes, como Vinny Junior e Eder Militão, por exemplo, além do volante joseense Casemiro.
E, para o treinador, também vai ser uma grande experiência profissional. Embora o salário na Seleção Brasileira certamente será bem menor que no Real Madrid, o desafio será único.
Como jogador, participou de duas Copas do Mundo pela seleção italiana e, como técnico, ganhou todos os títulos que poderia, especialmente com o Real Madrid. Agora, quer ter o grande desafio de comandar uma seleção pentacampeã mundial e ajudar na conquista do hexa. Isso seria a grande coroação da carreira de Carlo Ancelotti.
Mas, o preço da espera pelo treinador, até o ano que vem, poderá ser alto. E, a julgar pelo desempenho do time nestes primeiros jogos de 2023, o início das Eliminatórias já preocupam os torcedores.