PREVIDÊNCIA

Projeto da oposição quer acabar com o 'confisco dos aposentados' em São José dos Campos

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Claudio Vieira/PMSJC
Fachada do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal)
Fachada do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal)

Um grupo de cinco vereadores da oposição ao governo Anderson Farias (PSD) apresentou um projeto que visa acabar com o chamado ‘confisco dos aposentados’.

O objetivo do grupo é revogar uma alteração realizada em 2020, que foi proposta na reforma da previdência do então prefeito Felicio Ramuth (PSDB) e aprovada pela própria Câmara de São José dos Campos.

Antes dessa reforma, os aposentados e pensionistas contribuíam apenas sobre o valor que excedesse o teto do RGPS (Regime Geral da Previdência Social), que era de R$ 6.101,06 e hoje está em R$ 7.507,49. Desde então, passaram a ter descontados de seus vencimentos 14% de tudo que superar o salário mínimo, que estava em R$ 1.045 e hoje chegou a R$ 1.550.

Na época da mudança, o Sindicato dos Servidores estimou que 60% dos aposentados seriam prejudicados pela mudança no teto de isenção.

No projeto, os vereadores Dr. José Claudio (PSDB), Amélia Naomi (PT), Dulce Rita (PSDB), Juliana Fraga (PT) e Walter Hayashi (PSC) alegam que os aposentados e pensionistas “foram surpreendidos com uma perda considerável” e que muitos tiveram “que fazer empréstimos para conseguir pagar contas e despesas médicas”.

Lido na sessão da última quinta-feira (18), o projeto dependerá de aval das comissões de Justiça e de Economia. Como essas comissões são dominadas pela base governista, o texto poderá ser arquivado antes de chegar ao plenário.

Questionado pela reportagem, o governo Anderson alegou que o projeto é inconstitucional, pois apenas o prefeito poderia propor medidas dessa natureza. A Prefeitura alegou ainda que, nos quase três anos da lei em vigor, o IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal) teve arrecadação adicional de R$ 125,5 milhões, e que revogar a mudança faria o instituto perder R$ 51,9 milhões por ano.

Comentários

2 Comentários

  • Maria Rita 20/05/2023
    O idoso tem sido cada vez mais ignorado pela sociedade, pelas instituições. Então por que esperar que o prefeito aprove esse Projeto de Lei?
  • Laurence Benatti 20/05/2023
    Estou dentro! Essa administração municipal quer que os funcionários, aposentados e pensionistas continuem pagando estas obras faraônicas totalmente dispensáveis sem o mínimo de estudos eficientes. É só política.