PARALISAÇÃO

Sem acordo no TRT, sindicato mantém greve de servidores da Fundação Casa

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / PM
Unidade da Fundação Casa em São José dos Campos
Unidade da Fundação Casa em São José dos Campos

Após duas reuniões de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), sem chegar a um acordo com o governo estadual, o Sitsesp (Sindicato da Socioeducação do Estado de São Paulo) manteve a greve dos servidores da Fundação Casa, que atinge unidades no Vale do Paraíba e em todo o estado de São Paulo.

A categoria reivindica reajuste salarial, valorização profissional e mais segurança nas unidades. A paralisação começou na última quinta-feira (3).

A Fundação Casa atende 4.990 jovens em 111 centros socioeducativos espalhados em 45 cidades no estado de São Paulo, com mais de 10,5 mil servidores.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) ofereceu 6% de aumento salarial, índice rejeitado pelo sindicato após assembleia com servidores. Segundo a entidade, o valor não repõe nem as perdas inflacionárias do período.

“O Governo do Estado e a Gestão da Fundação Casa vêm negligenciando os pedidos reais da categoria e, com isso, colocando em risco a segurança dos trabalhadores bem como daqueles adolescentes que se encontram internados nos 116 centros e unidades da Fundação Casa espalhados por todo estado”, disse Claudia Maria, presidente do Sitsesp, em carta divulgada para a população.

“Não restou alternativa aos trabalhadores senão a paralisação das atividades, sempre respeitando a decisão liminar quanto ao contingenciamento de 80% do efetivo em funcionamento nos respectivos centros de medidas socioeducativas”, completou.

OUTRO LADO

Também em carta dirigida à população, o governo estadual informou que a Fundação Casa tem mantido em funcionamento a política pública de execução de medida socioeducativa em todo o estado mesmo com a greve.

O Estado obteve liminar junto ao TRT que determina a presença de 80% do efetivo de servidores de cada área de atuação nas unidades da Fundação Casa, sob pena de multa diária de R$ 200 mil ao sindicato.

“Contudo, mesmo com a decisão judicial, a Fundação Casa verifica cotidianamente que o efetivo mínimo não é mantido pelo sindicato, o que obriga a instituição a realizar revezamento entre a equipe de gestores a fim de manter a normalidade do atendimento aos adolescentes”, informou o governo.

Sobre valorização da carreira, o governo disse que, entre 2018 e 2022, a Fundação Casa concedeu 18,91% de reajuste aos servidores, também incidente sobre os benefícios do vale-refeição, auxílio-creche e auxílio-funeral. O benefício do vale-alimentação teve aumento de 45,42% no mesmo período.

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