A Polícia Civil de São José dos Campos já recebeu as imagens de câmeras de segurança da Escola Municipal do Ensino Fundamental Emmanuel Antônio dos Santos, no bairro Residencial Frei Galvão, na zona leste da cidade, para identificar os autores de ataque a um guarda civil municipal que fazia a segurança da unidade na manhã desta segunda-feira (17).
A informação foi confirmada pelo secretário de Proteção ao Cidadão de São José, Bruno Santos, em entrevista ao vivo para OVALE, transmitida na página do Instagram do veículo (link para a entrevista no final da matéria).
A investigação está a cargo do Deic (Departamento Especializado de Investigações Criminais).
Pelas imagens, segundo Santos, os criminosos aparentam ser bem jovens. Não está descartada a hipótese de que sejam adolescentes.
“Não posso afirmar isso [que sejam adolescentes] para não atrapalhar as investigações, mas pelas imagens aparentam ser jovens. A investigação já está sendo realizada. O Deic está empenhado em identificar esses criminosos. Em breve teremos mais informações”, afirmou o secretário, que negou que a escola tenha sofrido uma tentativa de atentado.
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O CASO
De acordo com Santos, dois criminosos utilizaram a mesma entrada de alunos da escola municipal para tentar roubar a arma e o colete do agente da GCM (Guarda Civil Municipal) de São José, que fazia a segurança da unidade.
O agente percebeu a manobra e revidou tiros dados pelos assaltantes, ferindo um deles, como informou o secretário. Os dois homens fugiram para uma área de mata e estão sendo procurados. A tentativa de roubo ao guarda na escola teria durado menos de 10 minutos.
Santos elogiou a conduta do guarda municipal: “Ele atiraram contra o GCM, que, com toda técnica, se abrigou e revidou. O GCM teve toda a sabedoria e capacidade de esperar o melhor momento [para revidar], até porque o ambiente não é favorável. Não teve nada a ver com atentado. Os criminosos disseram que queriam somente a arma e o colete”, disse Santos.
Ele afirmou ainda que os criminosos podem ter se aproveitado da onda de ameaças a escolas para tentar roubar a arma e o colete do guarda municipal e reforçou a informação de que não se tratou de um ataque à unidade escolar.
“Hoje foi um ato pontual e não reflete a realidade com relação aos atentados. Talvez eles aproveitaram essa situação e tentaram pegar o GCM desprevenido, mas não conseguiram”, disse Santos.
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