Após um estudante de 13 anos ter matado uma professora e ferido outras quatro pessoas durante ataque na Escola Estadual Thomazia Montoro, na capital paulista, no final de março, o Governo de São Paulo anunciou um conjunto de medidas para ampliar a segurança da comunidade escolar em todo o Estado.
Prefeituras também anunciaram planos de segurança, como a de São José dos Campos, que inclui capacitação de vigilantes e botão de pânico. Este último item já foi adotado em São Sebastião, no ano passado, e em Caraguatatuba, no início deste mês.
Nas duas cidades, o dispositivo interligado ao COI (Centro de Operações Integradas) dispara um alarme para a Polícia Municipal quando é acionado, então, uma viatura é enviada à unidade.
Mais recentemente, em São Sebastião, foi disponibilizado um aplicativo com o botão do pânico para celular, que já tem usuários cadastrados e será expandido conforme a necessidade dos gestores escolares. Este método funciona do mesmo modo que o botão físico, alertando tanto o COI quanto a Polícia Municipal.
A gestão da cidade também instalou um kit de segurança com câmeras, sensores de presença e sensores magnéticos nas portas e janelas das escolas; central de alarme e comunicação via rádio (implantados em 2021). Ao todo, são 68 unidades escolares monitoradas e 410 câmeras que vigiam as escolas 24 horas por dia.
Caraguatatuba
Em Caraguá, o botão de pânico SOS Escola foi implantado em todas as escolas municipais, estaduais, federais e particulares. As municipais receberam treinamento na segunda-feira passada (10) e o dispositivo começou a funcionar no dia seguinte.
Segundo a prefeitura, já estão em andamento a aquisição de um sistema com câmera de monitoramento e detector de metal e de vigias armados. O plano de contingência prevê ainda a criação da Patrulha Escolar Municipal, feita pela GCM (Guarda Civil Municipal) em escala extra, intensificação do acompanhamento do horário de entrada e saída dos alunos, além de rondas da Polícia Militar com policiais da Atividade Delegada.