CÂMARA

Projeto quer ampliar em 29% a cota de emendas impositivas de vereadores ao orçamento

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/CMT
Plenário da Câmara de Taubaté
Plenário da Câmara de Taubaté

Um grupo de nove vereadores de Taubaté, formado por parlamentares tanto da oposição quanto da base aliada ao prefeito José Saud (MDB), apresentou um projeto que visa ampliar o montante do orçamento municipal que tem o destino definido pelas emendas impositivas – que são aquelas de execução obrigatória.

Desde 2015, quando foram criadas, as emendas impositivas representam 1,2% da receita corrente líquida do município – percentual que acompanhava o que havia sido estabelecido na Constituição Federal naquele ano, e que era observado no Congresso Nacional desde então.

Pela proposta apresentada pelos vereadores, esse percentual passaria a ser de 1,55%, novamente acompanhando uma alteração feita em âmbito nacional – no fim de 2022, em meio à votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição, o limite para emendas de congressistas foi ampliado para 2%, sendo 1,55% para deputados e 0,45% para senadores; isso foi feito para que parte do valor reservado para o ‘orçamento secreto’, que foi considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal), continuasse a ser indicado pelos parlamentares.

O projeto é assinado pelos vereadores Talita Cadeirante (PSB), Coletor Tigrão (Cidadania), Diego Fonseca (PSDB), Jessé Silva (PL), Moises Pirulito (PL), Neneca (PDT), Bobi (PSDB), Vivi da Rádio (Republicanos) e Alberto Barreto (PRTB), que preside a Câmara. No texto, eles alegam que a mudança possibilitará um “orçamento mais participativo”, pois os parlamentares “representam diversos espectros e regiões da nossa cidade”.

Para o orçamento de 2023, as emendas somaram R$ 17,554 milhões, sendo R$ 923,8 mil para cada vereador. Com o novo percentual proposto, seriam R$ 22,673 milhões para as emendas (R$ 5,1 milhões a mais), com cota de R$ 1,193 milhão por parlamentar (R$ 270 mil a mais).

Em 2021, o governo Saud chegou a mover uma ação para tentar limitar o percentual das emendas impositivas a 0,3% da receita corrente líquida, mas foi derrotado na Justiça.

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