O prefeito de Taubaté, José Saud (MDB), disse nessa sexta-feira (24), que a futura fábrica da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) em Taubaté, vai fazer um trabalho de baixo impacto ambiental.
A fábrica deverá funcionar onde era a antiga instalação da Ford, que fechou as portas no país em 2021. Inicialmente, a prefeitura estima abertura de 1.000 vagas na cidade.
“A metalurgia, a fundição será feita ainda em Volta Redonda. A chapa virá pronta de lá para cá. É cortar e fazer a embalagem, num processo criterioso, sem fuligem, de baixo impacto”, disse Saud.
Segundo a empresa, o projeto de investimento em Taubaté se dá em razão da proximidade com a cidade de São Paulo e o fácil acesso ferroviário (MRS) e rodoviário (rodovias Dutra ou Ayrton Senna).
O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté se manifestou e disse não acreditar em 1.000 vagas, mas em torno de 400 no total.
AMBIENTALISTAS.
Ambientalistas da região entraram com uma representação junto ao Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) do Ministério Público estadual e também no Ministério Público Federal apontando possíveis irregularidades quanto à instalação de uma unidade da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) em Taubaté.
Representantes do Coletivo Desperta São José, da Associação de Favelas de São José e do Fórum Permanente Em Defesa da Vida apontam no documento a falta de consultas e audiências públicas visando o licenciamento ambiental para a instalação da empresa, bem como a apresentação de EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental).
Em nota, a Prefeitura de Taubaté defendeu a instalação da unidade da CSN na cidade, que seria para a produção de embalagens metálicas, com menor impacto ambiental.